sexta-feira, 23 de novembro de 2018
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
COORDENADOR DO NÚCLEO DEBATE NESSA SEXTA-FEIRA A IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO MÉDIO INTEGRAL NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO
O coordenador do Núcleo dos Trabalhadores em Educação de São José de Mipibu, Prof. Laélio Costa, debate nessa sexta (23) com o coordenador-geral do SINTE/RN, José Teixeira, o Ensino Médio Integral nas Escolas da Rede Estadual.
Laélio tem participado ativamente das discussões sobre a implementação do ensino médio integral na E.E. Hilton Gurgel de Castro (CAIC). Na última terça-feira (20), participou da assembleia realizada com pais e responsáveis e no dia seguinte, esteve presente a conversa que envolveu a diretora da 2a. Direc (Parnamirim/RN), Claudiana Telles, e os professores e funcionários da escola.
Durante o programa, o professor Laélio Costa, fará uma retrospectiva da problemática estrutural vivenciada há vários anos pelo CAIC, visibilizando, dessa forma, a luta da comunidade escolar pela permanência do ensino regular em 2019.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Sem Sucesso: Diretora da 2a. Direc apresenta a Escola de Ensino Médio Integral para professores e funcionários do CAIC
Hoje pela manhã, a Escola Estadual Hilton Gurgel de Castro (CAIC), no bairro Tancredo Neves, em São José de Mipibu, recebeu a visita da diretora da 2a. Direc, Profa. Claudiana Telles.
O objetivo da vinda de Claudiana e equipe foi apresentar a modalidade ensino médio integral para os professores e funcionários da escola.
Muito antes da chegada da gestora, um grupo de pais e mães de alunos já aguardava no portão a equipe da Direc com cartazes e palavras de ordem.
Assim que as professoras e técnicas chegaram foram recebidas com vaias e palavras de ordem, não somente pelos pais, como também por parte dos alunos.
Um pequeno tumulto foi deflagrado mas rapidamente foi debelado pela diretora, Vanusia Leandro.
A conversa com gestores, professores e funcionários da CAIC foi iniciada por volta das 9h e contou com a participação do coordenador do SINTE em São José de Mipibu, Laélio Costa.
Logo no início da explanação, a diretora Vanusia Leandro, deixou claro perante os presentes que não concordava com a implementação do ensino médio integral sem que, primeiro, ocorresse uma reforma completa das instalações do CAIC.
A diretora mencionou ainda o destino dos R$ 3,5 milhões aprisionados para assegurar a reforma da escola através de ação do Ministério Público. Segundo Vanusia, os recursos foram recentemente desbloqueados por um desembargador do Tribunal de Justiça e utilizados pelo Estado para outras finalidades. Trocando em miúdos: a possibilidade de uma reforma ampla nas instalações do CAIC retornou a estaca zero.
A diretora da Direc e suas auxiliares iniciaram a apresentação na tentativa de convencer professores e funcionários que a implementação da escola de tempo integral seria extremamente positiva para a escola. Segundo Claudiana, a escola repassará os alunos do fundamental para a rede municipal de ensino e a secretária municipal de Educação, Lúcia Martins, já teria sido comunicada a respeito desse assunto.
No desenho projetado pela Direc, a escola passa a funcionar em 2019 com sete turmas de 40 alunos, perfazendo um número total de 280 alunos em regime integral. Caso os propósitos da categoria prevaleçam, o turno noturno será definitivamente encerrado e a clientela atendida nesse horário será remanejada para a EE Francisco Barbosa, no centro da cidade.
No desenho projetado pela Direc, a escola passa a funcionar em 2019 com sete turmas de 40 alunos, perfazendo um número total de 280 alunos em regime integral. Caso os propósitos da categoria prevaleçam, o turno noturno será definitivamente encerrado e a clientela atendida nesse horário será remanejada para a EE Francisco Barbosa, no centro da cidade.
Questionada a respeito da possibilidade de concretização de uma reforma completa na estrutura física do CAIC, a representante da secretária Claudia Santa Rosa, afirmou apenas que as mudanças viriam de forma gradual.
O coordenador do SINTE, Laélio Costa, destacou o fato de que praticamente nada no tocante as melhorias físicas prometidas as escolas que aderiram ao ensino médio integral foi concretizado. O sindicalista citou a EE Winston Churchill, no centro de Natal, para exemplificar sua fala. Há dois anos ela foi apontada como uma das vitrines da escola de ensino médio no RN, entretanto, permanece ainda hoje no aguardo das ações prometidas.
A professora Eugênia Chris, que trabalha na EE Rafael Garcia, no Bairro Novo, comentou a respeito da experiencia que está tendo naquela unidade de ensino com o ensino integral. Sem estrutura física adequada para a realização de atividades físicas, sem banheiros em número suficiente e ainda sofrendo com a falta de merenda, a escola tem enfrentado forte queda no número de alunos. Dos mais de 250 que aderiram ao ensino integral no início de 2017, restam apenas 115 e, em recente sondagem, apenas 80 confirmaram matrícula para 2019.
As técnicas que acompanhavam a diretora da Direc, encarregaram-se de dizer que as mudanças viriam com o tempo e que para participar desse modalidade de ensino tornava-se necessário - antes de qualquer coisa - acreditar que é possível fazer algo consistente, mesmo com poucos recursos. Uma delas, chegou inclusive a dizer que costuma tirar do bolso para compras insumos que a escola não dispõe, fato esse rechaçado pela representação do SINTE e por parte dos professores presentes.
Sobre a situação dos professores que possuem vínculos com prefeituras, a diretora - pasmem! - falou que seriam todos eles remanejados para escolas que possuem ensino regular na área territorial do município. O coordenador do SINTE, Laélio Costa, retrucou a fala da Profa. Claudiana, lembrando aos presentes que não há como apontar disponibilidade de vagas para 2019 noutras escolas da rede sem que tenha sido concretizada o período de matrícula.
" Não há como assegurar nada. É preciso lembrar que a partir de 01 de janeiro de 2019, teremos um (a) novo (a) secretário (a), um (a) novo (a) diretor (a) na Direc e as pessoas que hoje estão à frente dos destinos da Educação não serão mais responsáveis pelas políticas educacionais", comentou Laélio.
Sobre a política de implementação das escolas de tempo integral, o representante do SINTE/RN fez as seguintes considerações:
" Somos contra essa implementação no momento atual por vários motivos. A forma que é feita, sem debater com a comunidade, no final de um governo que, indiscutivelmente, não deixará saudades. Outra coisa: tempo integral deve ser aplicado para o aluno e não para o profissional. Fora isso há ainda a problemática representada por instalações físicas obsoletas e inadequadas. Somos sim, favoráveis a escola de tempo integral, mas com outro formato".
Por volta do meio dia, a reunião foi definitivamente encerrada. A diretora da Direc propôs um novo encontro com a comunidade escolar do CAIC. Os diretores Vanusia Leandro e Ivan Medeiros e os membros do corpo docente, disseram que primeiramente iriam acionar o Ministério Público e só posteriormente, poderiam retomar o papo com as representantes da futura ex-secretária, Claudia Santa Rosa.
A comunidade escolar da EE Hilton Gurgel de Castro (CAIC) permanece unida em prol da manutenção do ensino regular e do EJA naquela instituição de ensino. Gestores, professores, funcionários, alunos e pais acreditam que através da luta e da mobilização conseguirão barrar essa iniciativa inoportuna e anti-democrática da SEEC.
A comunidade escolar da EE Hilton Gurgel de Castro (CAIC) permanece unida em prol da manutenção do ensino regular e do EJA naquela instituição de ensino. Gestores, professores, funcionários, alunos e pais acreditam que através da luta e da mobilização conseguirão barrar essa iniciativa inoportuna e anti-democrática da SEEC.
terça-feira, 20 de novembro de 2018
EM CARTA ABERTA, CAIC REPUDIA A IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO MÉDIO INTEGRAL
Carta
Aberta à Comunidade Escolar Mipibuense, à senhora Secretária Estadual de Educação,
aos promotores da Educação do Estado Rio Grande do Norte e demais
autoridades competentes
Localizada na zona urbana do município de São José de Mipibu, a
Escola Estadual Hilton Gurgel de Castro, popularmente conhecida como CAIC (2ª.
DIREC) foi recentemente escolhida através de sorteio para ingressar já no próximo ano (2019) na modalidade Ensino Médio
Integral. Diante dessa possibilidade, a comunidade escolar
manifesta nessa carta algumas exposições descritas, argumentadas e instruídas
com o objetivo de não apenas rever essa condição proposta como também exibir a
precariedade de infraestrutura para acomodar o corpo discente e docente, tanto
em aspectos funcionais como físicos. Esta carta, endossada pelo Conselho
Escolar, mediante reunião com a direção e o corpo docente declara:
A Educação Integral é uma concepção que deve
garantir o desenvolvimento do aluno em sua dimensão
intelectual, física, emocional, social e cultural, dentro de algumas
características embasadas inclusive na lei que preza pelo bem estar do jovem
para a qualidade de vida e do emprego (como está explicitado na lei de
Diretrizes e Bases da Educação Brasileira- LDB). Conhecimento ainda
compartilhado por jovens, famílias, educadores, gestores e comunidades locais.
Certo que isso proporciona uma maior inclusão e também interação/integração por
meio de múltiplas linguagens, recursos, espaços, saberes e agentes há um
interesse para a “educação de qualidade”. Isso envolve a dignidade humana.
Contudo,
esta escola já apresentou ao Ministério Público situações que ferem essa
dignidade para a mínima funcionalidade educacional que deve ser considerado
quando se deseja inferir a ideia de criação da ”Escola Integral”. Dentre essas
razões já sabidas, e aqui com desejo que seja impetrado no atual contexto,
temos: o espaço físico da escola, o público-alvo na comunidade e a remuneração
ao docente.
A
escola Hilton Gurgel de Castro é um remanescente da era dos CAICs, na década de 1990. A falta de conservação do prédio é latente: há um ginásio com
fortes comprometimentos e desprovido de equipamentos esportivos e totalmente
inadequado para uso, com o nítido comprometimento da cobertura, quadra, arquibancadas e área de entorno; o
espaço aberto possui muito mato, pedras soltas/desgastadas, pintura descascada, inexistência de janelas nos andares maiores; há ainda pedras caindo dos tetos das salas de aula; lousas antigas, desbotadas e ausência de ventilação mecânica em todas as salas; todos os banheiros são desprovidos de portas; os sistemas hidráulico e elétrico estão - há muito - comprometidos, razão pela qual
não há ventiladores funcionando. Temos ainda vazamentos nos banheiros existentes no segundo andar que acarretam, por sua vez, problema crônico com infiltrações e vazamentos, aspecto esse que pode gerar, inclusive, infecções no
âmbito da saúde pública. Seguindo com a descrição do espaço físico, frisamos que alguns pontos de luz não acendem mais, fora isso, a fiação está - em muitos lugares - exposta. Esta escola vale salientar, não pode sediar as provas do ENEM deste ano devido a precariedade das instalações físicas.
No que
se refere ao público-alvo, a escola é estratégica
para os alunos que fazem EJA à noite por estar relativamente próxima das regiões periféricas que residem, como o Pau Brasil. Ocorre que a distância entre a clientela atual e a escola mais próxima que disponibiliza essa modalidade de ensino - no centro da cidade - é considerável, lembrando ainda que no período da noite é latente a problemática da segurança pública no município, fato esse que pode ocasionar a desistência - caso a proposta da SEEC vigore - de grande parte do alunado. Gostaríamos de frisar que muitos estudantes trabalham o dia toda e só podem frequentar a escola no turno da noite. Outro fator a ser levado em consideração diz respeito ao fato de que muitos alunos, para permanecer no ambiente escolar, precisariam
de um interesse e uma motivação maior ao que lhes são apresentados pela SEEC, tanto pelas condições físicas precárias, como também pela alimentação deficitária e ambientação que muito deixa a desejar. No tocante a alimentação, muitas vezes por falta
de verba pública e (ou) devido ao atraso dos repasses, ocorre que, por reiteradas vezes, os alunos se veem obrigados a se alimentarem com bolachas e suco. Soma-se a isso um espeço escolar cujo ambiente não tem
laboratório, quadra poliesportiva e espaço íntimo até para as necessidades
fisiológicas; não há vestiário, espaço para banho e não existe um mínimo espaço
para guardar seus pertences básicos: um armário, por exemplo. Nesse sentido, não
há, portanto, motivação no aspecto estrutural e nem no aspecto nutricional para
que o corpo escolar mantenha-se na escola em tempo integral.Não há como
sustentar a ideia de o aluno ficar na escola dentro de um ambiente com essa
falta de estrutura. E do ponto de vista humano, isso não dignifica o
público-alvo, que é a razão desse projeto integral, razão também da educação em
si e razão da valor da própria vida humana.
Quanto
ao docente, somados os valores a serem dispostos a esse profissional, o projeto
não oferece rendimento compatível com as múltiplas atribuições e exigências que são realizadas. A despeito do fator rendimento, ver-se
aqui que apesar do forte interesse do docente para que esse projeto funcione,
inclusive com ações já conhecidos da escola no campo das habilidades
linguísticas, saúde, tecnológicas e humanísticas dentro da interdisciplinaridade,
intradisciplinaridade e infradisciplinaridade, não se sentem confortáveis de
lhes atribuir um tempo exclusivo sem ao menos lhes favorecer a garantia de
recebimento em dia pelo recurso financeiro complementar e também pelo valor muito abaixo daquilo que é pago a quem possui dois vínculos. Ademais, é regra o professor não se
utilizar de refeições (e quando há) dos alunos e também é aferida a falta de
ambientação para o docente que precisaria ficar o dia inteiro, mas sem
banheiro, vestuário e salas adaptadas para executar atividades
didático-metodológicas com recursos tecnológicos e espaço físico a ser explorado. Esclarecido
isso, o valor humano, de motivação e de recursos parece que não é convidativo
nem ao corpo docente, nem ao discente e nem a comunidade externa.
Essas
considerações são de natureza grave. O poder público é neste momento conclamado
a tomar providências urgentes. Não há mais condições de desenvolver um projeto
de “escola com qualidade”, conforme a lei, sem os devidos recursos que o
governo deve fornecer. Conclama-se também aqui o Ministério Público para que
tome as providências cabíveis em caráter extraordinário. Conclama-se a
comunidade externa e interna à escola para que haja a conscientização e
exigências legais de direito por uma educação digna de qualidade e de direitos
humanos básicos e mínimos para o funcionamento da escola, antes mesmo de ser
considerada qualquer hipótese de uma escola com função de educação integral. É
preciso atingir o mínimo resultado de infraestrutura, antes da escola ser
solicitada a ter mais uma responsabilidade que não depende da comunidade
escolar apenas.
Com
cordiais manifestações, despede-se aqui a descrição aferida ao destinatário
pelo qual se espera honrosa atitude proporcional ao tamanho da responsabilidade
moral que se espera dentro desse processo.Assinam:
Atenciosamente,
COMUNIDADE ESCOLAR DA E.E. HILTON GURGEL DE CASTRO - CAIC/SJM
20 de novembro: Dia da Consciência Negra
Por Wesley Lima
Da Página do MST
Da Página do MST
O Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, relembra a morte de Zumbi dos Palmares, último líder do quilombo dos Palmares, assassinado em 1695. Há décadas o mês de novembro tem se tornado referência para atividades que inspiram a luta, resistência e, principalmente, a rebeldia do povo negro, que historicamente tem sido os sujeitos do enfrentamento ao racismo articulado nas diversas esferas da sociedade.
Neste mês, as atividades de luta do Movimento Negro e de diversos setores organizados, reafirmam o black power, que quer dizer “poder negro”, o orgulho da identidade negra, que é uma das dimensões da consciência negra. Essas ações reconhecem o legado de Zumbi, Dandara, Maria Quitéria, Carlos Marighella, Luiz Gama e entre outros lutadores e lutadoras que doaram suas vidas ao povo.
Primeiro grito de liberdade
Esse processo teve início no Quilombo dos Palmares, que foi um dos muitos quilombos da era colonial brasileira e sua origem remonta os anos de 1580. Palmares foi o refúgio dos negros e das negras escravizados que estavam em fuga de engenhos das Capitanias de Pernambuco e da Bahia. Rafael Pinto, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), ao falar sore o Novembro Negro e apontar Palmares como uma referência na atualidade, destaca que o quilombo representa o primeiro grito de liberdade.
“A luta por liberdade inicia-se com Palmares. A luta pela terra, utilizando aqui como marco da luta camponesa, começa por Palmares. A luta pela ampliação de direitos começa em Palmares”, explica e continua: “Nós conseguimos tirar do rodapé da história Palmares, que permaneceu nessa condição até o final dos anos 70, a partir daí com o surgimento do Movimento Negro Unificado (MNU) nós viramos uma página que diz respeito a combinar a luta contra o racismo, por liberdade democrática, no sentido de expressão e organização, e avançarmos na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”.
Desigualdade racial
As desigualdades raciais no Brasil são atuais. Apesar de mais da metade dos habitantes do país ser negra – 54% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE) – são os brancos que ocupam as maiores parcelas nos índices econômicos e sociais. Nos últimos anos, houve importantes avanços que diminuíram as diferenças em diferentes áreas. O percentual de negros no nível superior mais que dobrou entre 2005 e 2015, de acordo com o IBGE.
Outro fator alarmante é a renda familiar composta por pessoas negras. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com a Fundação João Pinheiro (FJP) o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado em maio de 2017, aponta que a renda familiar média das pessoas negras é menos do que a metade da renda de pessoas brancas. Enquanto os brancos têm um índice de R$ 1.097,00 por pessoa, a renda de negros é estimada em R$ 508,90.
Ao olhar para o processo de construção social do país e as marcantes desigualdades provocadas por um histórico de desumanização da população negra que durou cerca de 358 anos, com o processo escravocrata, Rafael aponta como um dos principais desafios na atual conjuntura é a combinação da contra a exploração racial com a classe.
E comenta: “Ao tratar dessa questão no Brasil, nós estamos contribuindo para uma reflexão mais profunda de como nós podemos construir uma sociedade mais justa num país com a formação que nós temos, que é um país multiétnico e racial. Como tratar desse assunto, num país que ocupa o segundo lugar com a maior população negra no mundo? Como tratar esse assunto falando da diáspora? Enquanto esquerda não demos conta de apontar esses elementos para construção de uma sociedade mais ampla, levando em conta essas demandas. Como construir a igualdade tendo respeito as diferenças, as diversidades que nelas existem?”, questiona.
Novembro Negro
Sobre a importância desse mês na luta contra o racismo, Regina Lúcia, do Movimento Negro Unificado (MNU), afirma que as atividades realizadas neste mês estão ligadas a representatividade e a necessidade política que a história do Brasil seja contada, a partir da participação de toda população brasileira, em especial dos negros que é a maior parte social.
Ela comenta ainda que “é necessário que a população brasileira se aposse de sua negritude [...]. Precisamos colocar a história no seu devido lugar”, enfatiza Lúcia.
Nesse sentido, Rafael acredita que o Novembro Negro é um momento de amplo debate e de discussão em torno da sociedade igualitária que queremos e apontar os caminhos de como devemos construí-la. “A consciência negra é uma consciência importante para todos os oprimidos, para todos os brasileiros. Na medida que tentam mascarar e invisibilizar todo processo de construção que os negros fizeram nesse país, nós dizemos que é necessário avançar na construção da afirmação e da construção da cidadania”, conclui.
*Editado por Maura Silva
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
COMISSÃO ELEITORAL HOMOLOGA REGISTRO DA CHAPA INSCRITA
HOMOLOGAÇÃO DE REGISTRO DE CHAPA
DISPOSIÇÃO DA CHAPA CANDIDATA: CHAPA 1 - EXPERIÊNCIA E LUTA
A) Coordenador Geral: Laélio Jorge da Costa Ferreira de Melo
B) Diretoria de Organização: Aldeisa Alves Freire
C) Diretoria de Administração e Finanças: Francisca Rozângela de Souza
D) Diretoria de Imprensa e Divulgação: Edimar Raimundo Vicente
E) Diretoria de Relações Sindicais e Interior: Adriano Marcos Silva Lima
F) Diretoria de Cultura e Lazer: Alberto Magno Freire Araújo
G) Diretoria de Assuntos Educacionais: Francialdo Cássio da Rocha
H) Diretoria da Mulher Trabalhadora: Gitânia Cleide Oliveira Ferreira
I) Diretoria dos Aposentados: Francisca de Fátima Menezes
J) Diretoria de Organização de Educação Infantil: Euclides Teixeira Neto
K) Diretoria de Relação de Gênero: José Maria Bezerra
Para que surta os jurídicos e legais efeitos, fica registrada a inscrição da chapa única “Experiência e Luta”, na forma requerida, subescrita pela presidente da comissão eleitoral.
São José de Mipibu, 14 de Novembro de 2018.
Risalva Alves Brazão de Azevedo
Presidente da Comissão Eleitoral
terça-feira, 13 de novembro de 2018
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