sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Pesquisa CNTE/FGV revela que pressão política afeta autonomia de 61% dos professores

Levantamento com mais de 2,2 mil trabalhadores da educação mostra que 71,7% sentem o trabalho mais exposto a críticas políticas do que no passado


Trabalhadores/as da educação têm vivenciado um crescimento na vigilância e insegurança profissional devido à pressão política no cotidiano escolar, apontam os resultados da pesquisa “Politização no Cotidiano das Escolas: Um Olhar para a Prática Docente”.

Segundo os resultados, 61,7% dos/as entrevistados/as sentem que a pressão política interfere em sua autonomia profissional. O estudo contou com a participação de 2.235 docentes da educação básica na rede pública por meio de um questionário anônimo online.

O levantamento foi produzido pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP) em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).


“A CNTE tem denunciado a pressão que os professores têm sentido na sala de aula, que tem levado a um adoecimento recorde, e a forma como estão utilizando avaliações para punir aqueles que não seguem exatamente a cartilha que é encomendada pelos governos. Participamos articulando os sindicatos em âmbito nacional, para que a pesquisa tivesse essa amplitude de atingir todo o país”, disse o secretário-geral da CNTE, Fábio de Moraes.

“Esta é mais uma ferramenta que vai demonstrar para a sociedade que é preciso ter uma mudança imediata com relação à educação no nosso país, que governos e prefeitos devem respeitar aquilo que foi construído pela população, através do processo acadêmico, dos planos de educação e da legislação vigente. A escola não é um lugar nem para pressão política e nem para interferência política”, completou Fábio.

Insegurança profissional

De acordo com os resultados, essa percepção de perda de autonomia é um fenômeno recente: 71,7% dos/as participantes afirmam que seu trabalho está mais exposto a críticas políticas do que no passado.

“Esses dados nos mostram que a polarização política não está apenas no debate público ou nas redes sociais, ela já alcança o cotidiano das escolas e interfere nas condições em que os profissionais exercem seu trabalho”, comentou a secretária de Assuntos Educacionais suplente da CNTE e coordenadora da pesquisa, Odisséia de Carvalho.

“É importante destacar que a crítica e a participação das famílias e da sociedade fazem parte do ambiente democrático. O problema surge quando essa crítica se transforma em pressão ou constrangimento capaz de interferir no exercício docente. A escola precisa ser um espaço em que diferentes conhecimentos e perspectivas possam ser trabalhados com responsabilidade e fundamentação”.

Adaptar a pedagogia aos alunos x Seguir regras institucionais

Três em cada quatro participantes (75,6%) afirmaram ter medo de consequências profissionais caso decisões pedagógicas contrariem interesses políticos. Esse dado se relaciona com a preocupação de ter ações docentes rotineiras confundidas com agendas políticas, sentida por 66,8% dos que responderam.

“Educadores precisam cumprir as determinações institucionais, mas, ao mesmo tempo, trabalham com alunos que possuem diferentes ritmos de aprendizagem, condições sociais, necessidades educacionais e realidades familiares. Isso requer adaptabilidade”, explica Odisséia.

Os dados mostram uma tensão entre flexibilidade profissional e a existência de regras institucionais. De um lado, 64,5% dos participantes dizem ter pouco espaço para interpretar as regras e que devem apenas segui-las. De outro, 51,1% afirmam que conseguem, em alguma medida, adaptar políticas e regras às necessidades específicas dos alunos.

“No cotidiano do trabalhador, essa tensão pode gerar insegurança e sobrecarga. Para os alunos, uma rigidez excessiva também pode representar um problema: tratar situações diferentes exatamente da mesma maneira pode limitar o processo de aprendizagem.”

Odisséia aponta que o trabalho da educação implica um dia a dia com situações diversas e complexas: “A escola não funciona como uma linha de produção. Cada unidade escolar possui uma realidade, cada turma apresenta características próprias e cada aluno possui necessidades específicas”.

“O profissional da educação não pode ser reduzido a um mero executor de regras. Ele é um profissional que possui formação, experiência e conhecimento da realidade dos seus alunos. Valorizar esse profissional também significa reconhecer sua capacidade de tomar decisões pedagógicas dentro dos parâmetros estabelecidos pelo sistema educacional.”

Gestão democrática

A solução para essa insegurança, segundo Odisséia, é fortalecer a gestão democrática e os espaços coletivos de decisão dentro das escolas.

“Quanto mais as decisões pedagógicas e institucionais forem construídas com participação dos profissionais, das famílias, dos estudantes e da comunidade escolar, menor será o espaço para decisões arbitrárias e para conflitos baseados apenas em percepções individuais”, pontuou.

Regras de gestão claras, respeito à autonomia pedagógica e garantia de formação continuada para os/as profissionais também são aspectos fundamentais. Odisséia ressalta que o resultado da pesquisa vai além de um diagnóstico de problemas.

“Ela nos aponta caminhos. Se os profissionais estão dizendo que se sentem pressionados, expostos e com pouca autonomia, a resposta das políticas públicas precisa ser fortalecer esses trabalhadores. Não existe educação pública de qualidade sem profissionais valorizados, respeitados e seguros para exercer sua profissão. Valorizar a educação também significa confiar em quem está todos os dias dentro da escola fazendo a educação acontecer”.

CNTE convoca categoria para defender o direito à informação nas eleições

Ação no STF, ajuizada pela campanha “Democracia Sem Franquia”, pede a suspensão do corte de dados 72 horas antes da votação para assegurar o acesso à informação e combater a desinformação no período eleitoral.


Na era digital, ficar sem internet pode significar não ter acesso à informação em sites de notícias, canais independentes e órgãos oficiais. Essa é a realidade de 64,1 milhões de brasileiros/as adultos/as, que ficam pelo menos um dia desconectados todos os meses quando a franquia de dados acaba.

A informação é baseada na Pesquisa de Conectividade Significativa, realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 2025. Segundo os dados, 29,5 milhões de pessoas ficam 8 dias ou mais sem acesso pleno, dos quais 15,7 milhões permanecem desconectadas por mais da metade do mês.

A falta do direito à informação se torna ainda mais prejudicial durante o período eleitoral. Essa situação levou à criação da campanha “Democracia Sem Franquia”, apoiada por entidades da sociedade civil, dentre elas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

O objetivo é pressionar autoridades a criarem medidas para garantir acesso à internet durante as eleições de 2026. No Poder Judiciário, as organizações levaram o caso ao Supremo Tribunal Federal para exigir a suspensão do modelo de corte de franquias durante o período eleitoral.

“Pedimos uma tutela de urgência para que a internet fique aberta nas 72 horas que antecedem as eleições. Especificamos três dias antes porque a própria lei eleitoral considera esse um período crítico das eleições. É nesse período que vai circular uma desinformação, e que não vai dar tempo de desmentir porque a propaganda eleitoral já acabou”, explica o advogado e cofundador do Sleeping Giants Brasil, que coordena a “Democracia Sem Franquia”, Humberto Filho.

Esse caso está no STF como uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), ação usada para reparar lesões a direitos fundamentais da Constituição causadas por atos do Poder Público. O relator da ADPF 1355, ajuizada na terça (22), é o ministro Cristiano Zanin.

Toda a população pode ajudar a pressionar o voto no site do “Democracia Sem Franquia”. Defenda a soberania e o pleno acesso à informação clicando aqui.

A expectativa é que a ADFP tenha uma tramitação rápida, devido à proximidade das urnas. “Já existem precedentes, houve uma ADPF em 2022 sobre a gratuidade do transporte público nas eleições, é uma tese forte”, disse Humberto.

“A CNTE é uma entidade de representação sindical da educação, mas é uma entidade que faz parte de todas as lutas do povo brasileiro e da classe trabalhadora. Sem democracia não há desenvolvimento e não há melhoria das condições de trabalho do povo brasileiro. E não há democracia hoje sem acesso pleno à internet. Por isso a CNTE conclama todos os seus filiados, sindicatos, professores/as e funcionários/as de escola de todo o Brasil a se engajar ativamente nesta campanha”, ressaltou a presidenta da CNTE, Fátima Silva.

Escolha consciente

Os últimos momentos antes do domingo eleitoral também são usados para firmar de uma vez a escolha das candidaturas. Segundo uma pesquisa do Datafolha em 2022, 25% dos/as eleitores/as decidiram o voto para deputado federal na véspera ou no próprio dia da eleição.

“Esse eleitor que decidiu nas últimas 48 horas vai precisar pesquisar o número do candidato, as propostas, pesquisar se o candidato tem algum escândalo ou alguma coisa que ateste contra o candidato. Ele precisa de ter internet para pesquisar”, destaca Humberto.

A falta de conexão pode influenciar também o transporte: “Nessas últimas 72 horas o eleitor vai consultar a seção e a zona eleitoral para ver se mudou. No dia do voto, o eleitor de baixa renda vai precisar ver o horário do ônibus, ver o GPS para conseguir se deslocar.”

Acesso desigual

A pesquisa da Anatel apontou uma correlação entre a falta de conectividade e a desigualdade econômica. Dentre os 17,6 milhões de cidadãos que passam 8 dias ou mais sem internet, cerca de 94% possuem renda familiar de até 3 salários mínimos, dos quais quase 10 milhões recebem até 1 salário mínimo.

Na faixa de até 1 salário mínimo, 11,6% da população fica mais de 15 dias sem franquia, um percentual mais de cinco vezes maior do que o observado entre aqueles que ganham acima de 3 salários mínimos (2,2%).

“Essa interrupção do acesso ela se divide muito desigualmente entre diferentes grupos sociais. É especialmente nas regiões norte e nordeste do país entre pessoas pretas e pardas das classes C, D e E”, comenta Humberto.

Planos de internet específicos esgotam a franquia mas permitem o acesso a aplicativos específicos, como WhatsApp, Instagram, TikTok e X. Isso mantém essa população restrita em uma dependência informacional de algoritmos privados que determinam qual notícia pode aparecer para os/as usuários/as.

A campanha compilou todos os dados sobre falta de acesso a internet em um dossiê. Confira neste link.

Ação dos poderes

O movimento da campanha também vai pressionar outras entidades além do STF. À Anatel, vão pedir que adote medidas regulatórias para assegurar conectividade aos brasileiros e impedir que o esgotamento da franquia restrinja o acesso e afete os direitos fundamentais.

No caso do Poder Público, a demanda é desenvolver políticas públicas para garantir a universalização, a continuidade e a não interrupção do acesso à internet aberta.

O Democracia Sem Franquia é apoiado pela CNTE, Sleeping Giants, Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), e demais organizações ligadas à luta pela comunicação democrática, em defesa da internet acessível e da gestão segura de dados.

Urgente: 2º lote de carteiras para filiados das redes municipal e estadual de São José de Mipibu


📢 ATENÇÃO, FILIADOS E FILIADAS DO SINTE/RN!

O Núcleo Sindical de São José de Mipibu, em parceria com a direção estadual do SINTE/RN, estará realizando, na próxima semana, a impressão do 2º lote de carteiras de identificação dos filiados e filiadas das redes municipal e estadual de ensino.

📲 Os trabalhadores e trabalhadoras filiados que ainda não solicitaram sua carteira poderão encaminhar os dados necessários para a confecção do documento pelos números:

📞 9 9147-8224 – Rozangela
📞 9 9104-1183 – Laelio

📋 Para solicitar a carteira, basta enviar:

🔹 Nome completo;
🔹 Número do CPF;
🔹 Número da matrícula;
🔹 Rede de ensino à qual está filiado(a): municipal ou estadual;
🔹 Foto legível.

🎫 A confecção da carteira é TOTALMENTE GRATUITA para os filiados e filiadas ao SINTE/RN.

⏰ ATENÇÃO AO PRAZO!

O Núcleo orienta os interessados a encaminharem seus dados até a próxima quarta-feira, 30 de setembro, para garantir a inclusão neste 2º lote de carteiras.

📌 Não deixe para depois. Envie seus dados e garanta a sua carteira de identificação do SINTE/RN!

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

21 de Setembro | Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Hoje, 21 de setembro, é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

Defender a educação pública é também defender uma escola que inclua, acolha e garanta a aprendizagem de todas e todos. 

A inclusão não pode ser apenas um discurso: precisa estar presente nas políticas públicas, na acessibilidade, na formação dos profissionais da educação e nas condições para que cada estudante tenha o direito de aprender, participar e pertencer.

Educação pública de qualidade é educação para todas as pessoas.

#DiaNacionalDeLutaDaPessoaComDeficiência#Inclusão #Acessibilidade #EducaçãoInclusiva #EducaçãoPública

 

Rede Estadual: Mobilização resulta em audiência, mas governo adia respostas para reunião com a SEEC


A mobilização dos trabalhadores em educação da Rede Estadual, realizada nesta segunda-feira (21), resultou no agendamento de uma audiência com o Governo do Estado para tratar das reivindicações da categoria. O Ato Público, convocado pelo Sinte-RN, reuniu centenas de profissionais da capital e das regionais.

Uma comissão do Sindicato foi recebida pelo secretário-adjunto do Gabinete Civil, Ivanilson Maia, e por gestores da Secretaria de Administração (Sead). A Secretaria de Educação (SEEC) não participou da reunião. 

No encontro desta segunda-feira, o Sinte-RN apresentou as reivindicações e cobrou respostas do Governo. No entanto, não houve definição sobre os pontos da pauta. As respostas ficaram para a quarta-feira (23/09) quando haverá audiência com a SEEC.

#RedeEstadual #Educação #Parada #RN #SinteRN

Rede Estadual: 03 (três) novos alvarás para São José de Mipibu


O Núcleo do SINTE/RN em São José de Mipibu comunica aos servidores da Rede Estadual de Ensino que a Justiça do Estado do Rio Grande do Norte liberou três novos alvarás em favor dos seguintes profissionais:


🔹Benedita Maria Figueredo da Silva
📍Escola Estadual Barão de Mipibu
 
🔹Frank Alves da Silva
📍Escola Estadual Laranjeiras do Abdias

🔹Ivanilsa Maria Pereira
📍Escola Estadual Francisco Barbosa

📞 INFORMAÇÕES

📲 WhatsApp: 9 9104-1183 — Laelio
📲 WhatsApp: 9 9147-8224 — Rozangela

📍 Endereço: Rua 15 de Novembro, 67 — Centro, São José de Mipibu/RN.

🕐 Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h.


SINTE/RN — Núcleo São José de Mipibu
Na defesa dos direitos dos trabalhadores em Educação.

Rede Estadual: 01 (um) novo alvará para São José de Mipibu


O Núcleo do SINTE/RN em São José de Mipibu comunica aos servidores da Rede Estadual de Ensino que a Justiça do Estado do Rio Grande do Norte liberou 01 (um) novo alvará em favor do seguinte profissional:

🔹 Carlos Alberto Barbosa da Silva
📍 Escola Estadual Barão de Mipibu

📞 INFORMAÇÕES

📲 WhatsApp: 9 9104-1183 — Laelio
📲 WhatsApp: 9 9147-8224 — Rozangela

📍 Endereço: Rua 15 de Novembro, 67 — Centro, São José de Mipibu/RN.

🕐 Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h.


SINTE/RN — Núcleo São José de Mipibu
Na defesa dos direitos dos trabalhadores em Educação.