sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Pressão do SINTE/RN e demais sindicatos rende anúncio de pagamento das últimas folhas de 2018 e o 13º de 2021



A pressão do SINTE/RN e de outros sindicatos exercida sobre o Governo do Estado rendeu o anúncio de um calendário de pagamento das últimas folhas de 2018 e o 13º deste ano. O comunicado foi feito em audiência virtual com o Fórum Estadual dos Servidores na tarde desta quinta-feira (09). Dirigentes do SINTE/RN participaram da conversa. 


De acordo com o prometido, os servidores receberão as folhas da seguinte forma:


> Última parcela do 13º de 2018

- 15 de setembro (o valor ainda não foi definido)


> Pagamento do 13º de 2021


1ª parcela

-  30 de novembro (a forma e os valores ainda não foram definidos)


2ª parcela

- 23 de dezembro de 2021 e 04 de janeiro de 2022 (a forma e os valores ainda não foram definidos)


> Pagamento da folha de dezembro de 2018


- 31 de janeiro de 2022

Para quem recebe até R$ 3.500,00


-  31 de março de 2022

Para quem recebe entre R$ 3.500,00 e 6.000,00 reais


- 31 de maio de 2022

Para quem recebe acima de R$ 6.000,00


Além de informar quando vai quitar os restante dos atrasados da gestão passada e pagar o décimo deste ano, o Executivo estadual afirmou que continuará pagando os salários atuais como sempre. Ou seja, de forma escalonada. Assim, a forma será mantida: 


Dia 15 do mês em curso: 


- Pagamento integral dos servidores da segurança pública

- Quem ganha até 4 mil reais

- Quem ganha acima de 4 mil reais receberá 30% do salário


Dia 30 do mês em curso:


- Pagamento integral dos servidores de órgãos com recursos próprios e 70% dos que recebem mais que 4 mil reais

Em seu centenário, Paulo Freire é mais necessário do que nunca

Paulo Freire – No centenário do patrono da educação brasileira, suas ideias continuam atuais e urgentes diante de uma democracia em risco.

Por Luiz Prado, Jornal da USP

Paulo Freire – Foto: Reprodução



Paulo Freire, o patrono da educação brasileira, completaria 100 anos no dia 19 de setembro. Tendo desencarnado em 1997, poucas semanas antes de receber o título de Doutor Honoris Causa de Fidel Castro, então líder máximo de Cuba, suas ideias, ainda hoje, permanecem vivas e vicejantes. Estudado e respeitado ao redor do mundo – seus livros instigam educadores desde o gelo finlandês até o pós-colonialismo dos países africanos – no Brasil o interesse por sua obra cresce acompanhando o ódio obscurantista que lhe é dirigido pelos setores reacionários e golpistas que se escondem atrás de lemas pseudo-patrióticos. Para homenagear o centenário do educador, a Faculdade de Educação da USP organizou o seminário internacional “Ano 100 com Paulo Freire: tempos, espaços, memórias, discursos e práticas”, que acontece entre os dias 7 e 10 de setembro.

Nascido em Recife, no estado de Pernambuco, em 1921, Paulo Freire foi o caçula de um pai capitão da Polícia Militar e de uma mãe dona de casa. Formou-se na Faculdade de Direito do Recife, mas se dedicou mesmo à educação. Atuou como professor e diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social da Indústria (Sesi) de Pernambuco. Essas experiências antecederam o famoso projeto de Angicos, realizado em 1963 no Rio Grande do Norte, com financiamento estadunidense, no qual Freire coordenou uma equipe que alfabetizou cerca de 300 pessoas em um curso de 40 horas. A iniciativa formou leitores, criou eleitores e ensinou aos trabalhadores seus direitos.

O sucesso de Angicos faria com que o presidente João Goulart adotasse o método de Paulo Freire na criação do Programa Nacional de Alfabetização, que previa a instalação de 20 mil círculos de cultura pelo país. O projeto não veria sua materialidade, entretanto, pois o golpe civil-militar de primeiro de abril de 1964 marcaria sua extinção. Ao mesmo tempo, os militares no Planalto Central representariam para Freire a prisão e o exílio.

Com a ditadura no Brasil, o educador se exila respectivamente no Chile, nos Estados Unidos e na Suíça. No país sul-americano, trabalha na educação de camponeses e escreve, em 1967, seu primeiro livro, Educação como prática da liberdade. No ano seguinte, redige então sua obra mais famosa, Pedagogia do oprimido. Em 1969 desembarca nos EUA, onde é convidado para lecionar em Harvard. Um ano depois, Pedagogia do oprimido é publicado em inglês e espanhol. Sina dos tempos de então, a versão em português só chegaria aqui em 1974.

Ainda em 1970, Paulo Freire se muda para Genebra, atuando como consultor educacional do Conselho Mundial de Igrejas. No ano seguinte funda o Instituto de Ação Cultural (Idac), por meio do qual realizaria ações em diversos países, incluindo programas de alfabetização e descolonização nas recém-libertas colônias portuguesas na África, como Guiné-Bissau, Cabo Verde e Angola.

É com a agridoce anistia ampla, geral e irrestrita que o educador volta em 1980 para o Brasil, passando a lecionar na Unicamp e na PUC de São Paulo. Participa da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e é na gestão de Luiza Erundina como prefeita de São Paulo que se torna secretário de Educação do município, em 1989. Ficaria encantado, nas palavras de Guimarães Rosa, em 2 de maio de 1997, aos 75 anos. Em 2012, por iniciativa da própria Erundina, então deputada federal, seria declarado patrono da educação brasileira.

Educação como processo

Na visão de Paulo Freire, a educação é um processo que não se esgota. Seu pressuposto é que homens e mulheres são seres inconclusos, ansiosos por saber cada vez mais à medida que tomam consciência. Esse processo é chamado por Freire de ser mais, uma dinâmica na qual são exigidas curiosidade, pesquisa e investigação.

Para que homens e mulheres caminhem na direção de ser mais, o primeiro movimento é a leitura do mundo. Só depois disso é que se passa à leitura das palavras. O que isso significa na prática? “Significa que Paulo Freire está nos avisando que a leitura do mundo não é tão simples. Saber, hoje, o que é o Brasil e o que é ser um brasileiro implica um processo de conscientização para se enxergar o que é real”, comenta Lisete Arelaro, professora emérita da Faculdade de Educação (FE) da USP e uma das participantes do seminário internacional “Ano 100 com Paulo Freire: tempos, espaços, memórias, discursos e práticas”, que acontece entre os dias 7 e 10 de setembro (leia mais no final da matéria).

Lisete exemplifica comentando a questão da desigualdade social. “O conhecimento de sermos um país dos mais desiguais, com consequências no cotidiano de todos nós, na distribuição de renda, de conhecimento, da arte e da cultura, muitas vezes é alheio a pessoas que passaram pela escola. Por isso, Freire fala que o processo de educação é um processo de conscientização. E esse processo pode levar homens e mulheres a querer participar da possível modificação do mundo”, explica a professora.

A professora Lisete Arelaro ao lado de Paulo Freire – Foto: Reprodução/FEUSP

De acordo com Freire, portanto, é evidente que a educação não é neutra, apesar dessa constatação nem sempre ser óbvia. Os conteúdos, mesmo em áreas como as ciências exatas, não são conhecimentos em si mesmos e não são independentes de concepções políticas e condições sociais. Quando alguém decide pesquisar uma coisa ou outra, prioriza determinada forma de ver o mundo, seleciona suas prioridades e os destinatários da pesquisa.“O ato pedagógico é sempre um ato político, porque exprime sua concepção de vida, de sociedade e das relações interpessoais”, aponta Lisete.

Educação bancária

Essa, entretanto, não é a concepção de educação preponderante no Brasil. Ainda hoje, passados mais de 50 anos da publicação da Pedagogia do oprimido, é a chamada, na expressão do autor, de concepção bancária da educação que predomina nas políticas oficiais. Seu principal exemplo aparece no documento conhecido como Base Nacional Comum Curricular (BNCC), baseado na pedagogia das competências e que, para Lisete, é sinônimo de currículo único.

A ideia de educação bancária parte da metáfora do depósito. Nela, o conteúdo deve ser ensinado independentemente das circunstâncias. Como o próprio Paulo Freire escreve, “O educador aparece como seu indiscutível agente, como seu real sujeito, cuja tarefa indeclinável é ‘encher’ os educandos dos conteúdos de sua narração. Conteúdos que são retalhos da realidade desconectados da totalidade em que se engendram e em cuja visão ganhariam significação”. O educador se torna, portanto, mero depositante. Os educandos, depositários.

Lisete exemplifica como se manifesta a educação bancária.“Estamos em uma pandemia com quase 600 mil mortos, temos 18 milhões de desempregados e metade da população em estado de insegurança alimentar. Tudo isso é deixado de lado porque o que interessa é fazer a transmissão do conteúdo preparado, supostamente dentro dos ‘guias curriculares’ ou propostas curriculares oficiais. Não interessa nem as circunstâncias e muito menos se o aluno propriamente aprendeu. Aprender é um problema dele: ele que faça um esforço e aprenda. Eu desempenho minha função, que é transmitir o conteúdo”.

Na educação bancária, o educando é um objeto passivo. A autoridade do conhecimento é o professor, que sabe mais e portanto não precisa prestar atenção no estudante. Cabe ao professor definir a disciplina, o conteúdo, a avaliação e até mesmo o jeito do estudante se comportar. Para este, a função é prestar atenção no professor, a “autoridade” que sabe mais.

A essa concepção, Paulo Freire contrapõe a convicção epistemológica de que é o diálogo que garante a aprendizagem. Para ele, ninguém ensina ninguém e ninguém aprende sozinho: as pessoas aprendem em comunhão. Tanto na escola quanto em qualquer outro espaço de atuação – sindicatos, igrejas, grupos de amigos, times de futebol – o ato educativo surge na prática concreta com o coletivo. Para que isso se efetive, por sua vez, alguns pressupostos são necessários.

O primeiro é a aceitação de que todos somos iguais. Já o segundo, que todos temos direitos iguais. Lisete destaca, contudo, que a aparente simplicidade da aplicação desses pressupostos é ilusória. “Quem seria contra o direito à educação? Entretanto, mesmo para você falar isso com certeza, Paulo Freire diz, todo dia é uma opção política admitir que todos têm o direito à educação e todos têm o direito de aprender”. É só nessa horizontalidade que o diálogo freiriano pode se dar e, dessa forma, instalar processos de conscientização e curiosidade fundamentais para o ser mais.

Dessa opção pelo diálogo surgem posturas como a oposição de Freire aos materiais pré-fabricados, como apostilas produzidas por empresas privadas, que uniformizam os currículos, limitam a autonomia escolar e cerceiam o diálogo. Para o educador, cada grupo social tem suas características e particularidades e, no processo de aprendizado, não se pode definir tudo previamente. Aí entram práticas como os estudos do meio, uma abordagem anterior a Paulo Freire, mas resgatada por ele, no qual os currículos escolares são montados a partir da ida às comunidades. “É o conhecimento da comunidade que dá condições para que eu saiba quem são meus alunos”, frisa Lisete.

Isso não significa, Lisete faz questão de lembrar, que Freire acreditava em um ensino sem conteúdos. Conforme conta a professora, que conheceu de perto suas ideias e seu trabalho quando fez parte da equipe de Freire na Secretaria Municipal de Educação, o educador defendia que os professores tenham sólida formação teórica, científica, artística e literária, para poder lidar com a diversidade de interesses dos estudantes. E, além disso, o diálogo proposto por Freire não deixava de lado o planejamento das aulas. Justamente o contrário: é a robusta bagagem dos professores, somada ao planejamento cuidadoso das atividades, que permite ao professor as bases do diálogo no processo educativo.

No cerne da defesa da autonomia escolar está também a constatação de que não é o professor isolado que garante a qualidade da escola: é preciso um grupo de profissionais empenhados em uma proposta de sociedade, com uma concepção sobre o tipo de jovem que desejam formar. “Isso significa o direito, mas também o dever, de cada escola pública elaborar o que Freire chamava de projeto político-pedagógico”, explica Lisete, frisando que o político da expressão é central aqui. “O projeto de escola não é um projeto simplesmente de conteúdo – e quem fala isso sabe que está mentindo. Um projeto pedagógico será sempre político-pedagógico, porque significa o investimento que acreditamos dever ser feito sobre as crianças, jovens e adultos: um homem e uma mulher que se interessem ou não pela situação concreta do mundo. É isso que tornará uma escola libertadora”.

                  Mural ilustrado com desenho de Paulo Freire – Foto: Nefandisimo/Wikimedia Commons

Para o empenho dos professores nessa tarefa, Freire sabia da importância de condições de vida e trabalho adequadas. Por isso defendia uma jornada de trabalho em que professores tivessem horas disponíveis para reuniões e planejamentos coletivos. Também propunha a educação por projetos, com a organização interdisciplinar da escola, nos quais professores de diversas áreas participassem da elaboração das atividades.

Lisete lembra da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP como um exemplo das ideias de Freire colocadas em prática. A professora conta que, antes da Emenda Constitucional nº 95, a emenda do teto dos gastos públicos, a Escola de Aplicação tinha condições de manter um quadro de professores com salários iniciais capazes de garantir a permanência dos educadores em um único emprego. Além disso, os contratos de 40 horas previam metade do tempo em sala de aula e as outras 20 horas reservadas para planejamento. “Não por acaso, a Escola de Aplicação sempre foi uma referência, como uma das melhores escolas. Não é mágica: é condição de trabalho”.

O perigo de Paulo Freire

Quando falamos da recepção atual da obra de Freire, Lisete tem uma anedota. Conta que Daniel Cara, também professor da FE e coordenador da Campanha Nacional em Defesa da Educação esteve com a ministra da Educação da Finlândia e perguntou a ela quem eram os gurus de uma das educações mais bem avaliadas do mundo. A ministra teria rido e achado estranho um brasileiro lhe perguntar isso, porque na Finlândia justamente dois educadores brasileiros sempre os orientaram: Anísio Teixeira e Paulo Freire.

A história ilustra a importância de Freire mundo afora, a despeito do ódio e da difamação espumante que ele tem sofrido atualmente por um parcela pequena, mas barulhenta, da sociedade, principalmente em hostes federais. Lisete aponta que sua obra participa regularmente da formação de professores na Dinamarca, Noruega, Itália, Espanha, Portugal e uma série de países africanos. Mesmo no Brasil, os próprios discursos contra Freire acabaram renovando o interesse por seus livros. Nita, esposa de Freire, teria ouvido dos editores que nunca se vendeu tantos livros do educador como hoje.

“Paulo Freire continua sendo um perigo”, comenta Lisete. “Ele é considerado um comunista porque tende a mostrar que a simples privatização das coisas, como tem sido feito, mercantiliza também as pessoas. Esse é processo que ele chama de desumanização. Não interessa o que você pensa, sente ou é, o que interessa é o que você tem. E se você não tem, a culpa é sua”.

É justamente para interromper essa hemorragia mercantilizadora que a educação precisa conscientizar. Uma conscientização, para Freire, “que prepara os homens, no plano da ação, para a luta contra os obstáculos à sua humanização”, como escreve em Pedagogia do oprimido. Um ponto importante, pois, nas reflexões do educador, o processo de conscientização não é apenas intelectual, mas se realiza na prática cotidiana, na práxis.

Esse portanto, é o risco de Paulo Freire, segundo Lisete: tornar a educação capaz de fazer as pessoas desejarem se juntar àqueles que pensam em transformar o mundo. Não para simplesmente inverter posições e transformar dominados em dominadores. Nada mais longe da concepção de Freire, como sua célebre frase revela: “Se a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor”.

A educação libertadora de Feire é humanista e dialogista. “Esses são critérios da democracia, da cidadania, critérios permanentes”, sublinha Lisete. Assim, o perigo que Paulo Freire inspira é o da própria democracia e da possibilidade dos oprimidos serem mais. É o perigo do fim da opressão.

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 09/09/2021

https://www.ecodebate.com.br/2021/09/09/em-seu-centenario-paulo-freire-e-mais-necessario-do-que-nunca/

Mobilização contra a PEC 32 ocorrerá nas ruas e nas redes

 

Chegou a hora de pressionar, mais do que nunca, deputados e deputadas federais contra a PEC 32. Para além das ruas, nos dias 11, 13 e 14 de setembro, entidades de servidores cutistas chamam a população para se unir em tuitaços cobrando dos/as parlamentares posição contrária à Reforma Administrativa.

A intenção é barrar a iniciativa governamental de avançar nas privatizações e causar um desmonte nos serviços públicos, o que inclui destruir direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras, a começar pela estabilidade.

No dia 11, a pressão ocorrerá por meio da hashtag #VotouPEC32NãoVolta, a partir das 9h. Já no dia 14 haverá o Dia Nacional de Luta com atos, manifestações, audiências públicas, paralisações, marchas, passeatas, mobilizando o serviço público, dialogando com a população, para fazer crescer o movimento que vai barrar esse ataque ao povo brasileiro.

No dia 31 de agosto, o deputado Arthur Maia (DEM/BA), relator da PEC na Comissão Especial que trata do tema na Câmara dos Deputados, fez uma série de alterações que pioraram o teor do texto original da proposta. Entre as mudanças trazidas no relatório estão dispositivos relacionados aos vínculos de contratação, à gestão e avaliação de desempenho, estabilidade dos servidores, além de privatizações – dentre outros.

>> Substitutivo da PEC 32: Não tem emenda, não tem arrego, a luta é para derrotar a reforma

Entre as entidades que estão à frente das mobilizações estão a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Federação Nacional dos Servidores e Empregados Públicos Estaduais e do Distrito Federal (Fenasepe), Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS).

O quê - Tuitaço #VotouPEC32NãoVolta
Quando - 11/09, às 9h
Como - Sugestões de tuites: https://bit.ly/tuitaco_contrapec32_setembro

Cards dos deputados: https://bit.ly/cards_deputados
Cards temáticos em formato Twitter: https://bit.ly/cards_twitter
Cards temáticos em formato Instagram: https://bit.ly/cards_instagram

Ações dos dias 13 e 14 serão divulgadas posteriormente.

Moção de Repúdio - Governo Bolsonaro e MEC querem dividir Institutos Federais


Em mais um ataque à educação, Governo Bolsonaro e MEC querem dividir Institutos Federais com olho apenas nas eleições do ano que vem.

Confira AQUI a nota de repúdio publicada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) contra essa medida do Governo Federal.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Agentes Educacionais: Salário-família de agosto será pago mediante inclusão dos CPFs dos dependentes



Na manhã de hoje, servidores da Educação procuraram a direção do SINTE/RN em São José de Mipibu para tratar sobre a não inclusão dos * salários-família nos vencimentos de agosto. Segundo os reclamantes, a informação fornecida pela prefeitura foi que o INSS havia solicitado a atualização da documentação, que agora prevê, a inserção obrigatória dos CPFs dos respectivos dependentes. Alguns servidores ouvidos reclamaram por não terem sido comunicados com antecedência pela prefeitura e lamentaram a ausência de valores superiores a 100 reais nos seus contracheques. 

Para tentar elucidar o problema e buscar explicações mais consistentes junto ao poder público, a coordenadora administrativa do SINTE, Rozangela Souza, foi pessoalmente a Prefeitura tratar desse assunto com a responsável pelo setor de recursos humanos da prefeitura, Sônia Pastel. 

Segundo Sônia, o comunicado da obrigatoriedade dos CPFs dos dependentes chegou ao setor pessoal de última hora, impossibilitando o Município de entrar em contato com os servidores. Rozangela,  indagou a responsável pelo RH a respeito do salario família (não pago) de agosto e obteve como resposta o pagamento do benefício de forma retroativa mediante a atualização do cadastro junto ao INSS.

* O salário-família é um benefício previdenciário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) destinado aos empregados de baixa renda que possuem filhos com até 14 anos ou ainda filhos com alguma deficiência. O pagamento do benefício é realizado com cota mensal, conforme o número de filhos do trabalhador.

Votação da PEC 13/21 é adiada


O Senado Federal acabou de retirar da pauta do dia a Proposta de Emenda à Constituição 13/2021. A PEC, de autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO), pretende desresponsabilizar Estados, DF e Municípios a aplicar o piso da educação (25%) em 2020 e 2021 e pretende compensar até 2024.


O adiamento do item deve-se a requerimentos formulados por diversos senadores que consideraram que não houve consenso em relação ao conteúdo da PEC.

Ainda não há nova data para votação da matéria. A CNTE continua mobilizada para pressionar os / as senadores / as a rejeitarem a proposta.

ENTENDA:


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