domingo, 12 de janeiro de 2020

Zenaide Maia diz que Fundeb permanente será prioridade do Congresso em 2020


O Congresso deve priorizar em 2020 a votação da proposta que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). É o que defende a senadora Zenaide Maia (Pros-RN). Ela falou à Rádio Senado sobre a urgência de constitucionalizar o Fundeb como política de Estado permanente, além da possibilidade de aumentar os repasses do governo federal para o fundo.

Fonte: Agência Senado

Como seria 2020 se as ruas não tivessem gritado contra cortes na Educação?


Daniel Cara* - Especial para o UOL

O Brasil se tornou um país imprevisível. E essa imprevisibilidade poderia ter tido consequências ainda piores se as manifestações de 2019 não tivessem imposto alguns freios a retrocessos ainda maiores nas políticas educacionais
.
É preciso explicar os governos Temer e Bolsonaro por suas alianças. Temer presidiu o país graças ao apoio de forças ultraliberais e ultrarreacionárias, com predomínio político dos primeiros. É a mesma aliança que sustenta o atual governo, porém - no caso atual - a dominância política cabe ao ultrarreacionarismo.

Paulo Guedes e seus aliados não compreendem que não são as pessoas que devem servir à economia (é a economia que deve servir às pessoas).

Obedecem a uma lógica de pensamento econômico em que o Estado deve ser reduzido a qualquer custo, perdendo sua função estratégica e social. Não falam de educação, saúde, mais empregos, distribuição de renda ou de desenvolvimento econômico, que deve ser pautado na reindustrialização. Apenas se ocupam da dívida pública, das taxas de inflação e de outros indicadores de interesse do mercado financeiro — esfera em que são comercializados os títulos públicos do país.

Em poucas palavras, os ultraliberais se limitam a debater os problemas, sem apresentar soluções, em uma equação em que a maioria esmagadora das pessoas não importa. Diante disso, se não ambicionam retomar a agenda do desenvolvimento, como ensinou o saudoso Celso Furtado, estão ainda menos dispostos a investir os recursos necessários para saldar a dívida do Estado brasileiro com a educação de seu povo.

Contudo, educação também é um investimento estratégico. Segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB (Produto Interno Bruto).

Já os ultrarreacionários atacam a educação para promover sua guerra cultural, trata-se de uma estratégia política.

Primeiro, posicionam alunos e famílias contra os professores com o "Escola 'sem' Partido".
Ao mesmo tempo, buscam descredibilizar a escola como espaço público relevante com a "educação domiciliar". Por último, com as escolas militarizadas ou "cívico-militares" tentam impor o autoritarismo às unidades escolares, desprezando o conhecimento científico da Educação - especialmente o pedagógico. E enfim, acusando de um esquerdismo inexistente, querem destruir os institutos federais de educação superior e básica, bem como todos os estabelecimentos públicos de excelência.

Abraham Weintraub, ministro da Educação, é a melhor síntese do governo Bolsonaro: ultrarreacionário ao extremo, ultraliberalismo sem qualquer freio — e sem contar com a reação do povo.

Reação das ruas


Ao apresentar um corte de 30% nas despesas discricionárias dos Institutos Federais, além do desmonte dos investimentos nacionais em Ciência e Tecnologia, o governo Bolsonaro gerou em 15 de maio de 2019 a maior mobilização da história do país em defesa da educação.


O chamado #15M foi espontâneo e teve como marca a demanda da população por um presente e um futuro dignos. As ruas ficaram apinhadas de estudantes, professores e pesquisadores, além de pais e mães de alunos. Por pressão, o governo Bolsonaro teve de recuar e, ao final do ano, reintegrou - com problemas - parte significativa dos recursos.

No evento "Democracia em colapso", realizado em outubro, debati com Anielly Silva, Jones Manoel e Tory Oliveira o tema "Educação contra a barbárie", título do livro para o qual colaboro com artigo, publicado pela Editora Boitempo. Diante da minha empolgação com os resultados do #15M e outras vitórias obtidas, Manoel recomendou que não nos apaixonemos pelas (pequenas, mas promissoras) conquistas.

Ele tem razão. Ocupar as ruas é necessário e, concretamente, resultou em um freio a Bolsonaro na educação - infelizmente, o mesmo não ocorreu com a Reforma da Previdência, por exemplo.

Na política é necessário demonstrar força. Porém, isso não basta. É imprescindível apresentar um projeto.

O #15M deu uma lição, que precisa ser continuada. As pessoas não se mobilizam apenas para resistir, elas precisam ter um norte. O mais sensato é retomarmos o espírito constitucional de 1988 e reinventarmos o desejo por um Estado de bem-estar social no Brasil, dedicado às pessoas e ao desenvolvimento sustentável.

Por sorte, contamos com as formulações do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova de 1932, de Florestan Fernandes e sua Campanha em Defesa da Educação Pública, com as elaborações do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública e das contribuições recentes da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Na música "Sujeito de sorte", Belchior disse "ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro". A frase é tão forte que nomeia um querido bloco de carnaval paulistano.
Em "Passeio no mundo livre", Chico Science afirmou "Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar".

Em 2019, principalmente com o #15M, foi dado um passo: limitado, incompleto, mas efetivo. Em 2020 é hora de acelerar a caminhada em defesa do direito à educação e pela centralidade da Ciência e Tecnologia no desenvolvimento do Brasil. Essa deve ser a base para nossa democracia e para um outro país possível: próspero, justo socialmente e sustentável.
Graças às mobilizações das ruas em defesa da Educação, Ciência e Tecnologia realizadas em 2019, 2020 será um ano em que a resistência estará mais preparada. Contudo, não pode ser mais um ano dedicado a denunciar. Precisa ser também um ano de retomada do projeto educacional brasileiro.


*Daniel Cara, 42, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, é doutor em educação e mestre em ciência política pela USP

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Demandas dos Trabalhadores da Rede Estadual serão discutidas em audiência com SEEC



Uma comitiva do SINTE/RN protocolou pedido de audiência em caráter de urgência junto à Secretaria Estadual de Educação. O ofício do Sindicato foi entregue na manhã do dia 08 e pouco tempo depois, a audiência com o Secretário da SEEC, Getúlio Marques, foi confirmada para 15 de janeiro (quarta-feira), às 14h30.

Entre os temas que o SINTE levará para a mesa de reunião, destaque para:
Implantação do Piso Salarial de 12,84%, para educadores/as da ativa e aposentados, a partir de janeiro de 2020;
Implantação do 1/3 de férias no mês janeiro para funcionários da educação e educadores/as, referente às férias de 2019;
Convocação de aprovados no concursado de 2015; e
Pagamento no mês de fevereiro da Gratificação de Mérito Educacional para os/as Funcionários/as da Educação.

A coordenadora geral do SINTE, professora Fátima Cardoso, destaca que a pauta de reivindicações do Sindicato é fundamental e que a correção do Piso é apenas uma recuperação miníma no caminho da valorização profissional. Sobre a implantação do Piso, Fátima Cardoso defende que esse é o momento de pressionar o Governo para que o projeto de lei seja enviado à Assembleia Legislativa com brevidade, a fim de que o mesmo seja implementado em fevereiro, com efeito retroativo a janeiro.

Tabela salarial dos educadores da rede estadual com reajuste de 12,84 %


Tabela salarial dos agentes educacionais I e II com reajuste de 4,1 %


Tabela salarial dos educadores de São José de Mipibu com reajuste do piso salarial de 12,84 %


URGENTE: SINTE/Mipibu ENVIA PAUTA REIVINDICATÓRIA 2020 AO EXECUTIVO MUNICIPAL








Aos Exmos. Senhores,

Prefeito Arlindo Dantas
Secretário de Administração Antônio Marcos Freire
Secretária Municipal de Educação Lúcia Martins Moura



Assunto: Pauta Reivindicatória 2020


Na manhã de hoje (10), a coordenação do Núcleo dos Trabalhadores em Educação reuniu-se em caráter extraordinário para debater e aprovar os pontos mais urgentes da categoria nesse início de ano.

Elencamos abaixo, as seguintes demandas:


1. Reajuste dos salários dos profissionais do magistério, ainda neste mês de janeiro, no percentual de 12.84 % ( doze vírgula oitenta e quatro pontos percentuais), conforme lei federal n. 11.738/2008 e consequente escalonamento da carreira, previsto na Lei municipal  n. 08/2010 (planilha anexa).

2. Atualização dos salários dos agentes educacionais I e II, tendo como referência o reajuste do salário-mínimo nacional de 4.1 % (quatro vírgula um pontos percentuais) e seus respectivos escalonamentos, previstos na carreira (planilha anexa).

3. Pagamento do 1/3 (terço) de férias dos profissionais da educação do município de São José de Mipibu.


4. Pagamento das progressões horizontais e verticais dos profissionais do magistério e agentes educacionais I e II, ainda no mês de janeiro de 2020, conforme os planos de carreira;


5. Nomeação dos diretores e vice-diretores das escolas e Cmeis da rede municipal de ensino  ainda neste neste mês de janeiro, considerando que as unidades de ensino estão funcionando sem gestores no presente momento.

6. Atualização da gratificação dos diretores e vice-diretores da rede municipal de ensino para o biênio 2020-2022.

7. Divulgação oficial do calendário escolar 2020

8. Formação de comissão com a participação de membros deste sindicato para estabelecer o número de vagas ociosas a serem preenchidas na rede municipal visando a realização de concurso público para professores do ensino fundamental I e II, coordenadores pedagógicos e agentes educacionais I e II, reiterando o ofício 035/2019 enviado em 19 de dezembro de 2019.



Diante do exposto, aguardamos resposta em relação aos pontos elencados, sendo que, caso exista necessidade de marcar reunião que esta seja aprazada de forma célere, mediante ofício.




São José de Mipibu, 10 de janeiro de 2020.


Respeitosamente,






Laelio Jorge da Costa Ferreira de Melo
Coordenador do SINTE em São José de Mipibu/RN