A Frente Parlamentar Mista da Educação da Câmara dos Deputados publicou, nesta segunda-feira (05), uma nota em que manifesta preocupação com o índice de reajuste do piso nacional do magistério, aí incluídos professores das escolas públicas estaduais e municipais de todo o país para este ano de 2026.
O dado ainda não foi divulgado oficialmente pelo Ministério da Educação do Governo Lula, mas uma portaria interministerial publicada em dezembro de 2025 indica um reajuste de apenas 0,37%, bem abaixo da inflação acumulada no ano passado (2025) que deve ser oficializada em 4,32%.
A principal explicação do governo para o reajuste menor é a queda no indicador conhecido como Valor Anual por Aluno.
A lei do piso, 11.738/2008 calcula o aumento do salário com base no crescimento do VAAF de um ano para outro, e cita como exemplo 2024/2025. Por isso, a redução acabou achatando o percentual do reajuste para este exercício.
De acordo com a nota dos deputados da Frente da Educação, com o índice projetado, o piso passaria de 4.867 para 4.885, um aumento de apenas 18 reais entre o piso do ano passado para este ano de 2026.
O presidente da Frente, deputado Rafael Brito (MDB-AL) disse que o setor da educação está apreensivo com a possibilidade de um reajuste tão baixo em pleno ano eleitoral. O parlamentar defende que o ideal é que pelo menos a inflação seja recomposta na definição do piso do magistério para este ano.
Com informações do site Valor Econômico

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