Heleno Araújo alerta que aumento de apenas R$ 18,10 representa grave retrocesso e defende revisão imediata no cálculo da Lei do Magistério.
Em entrevista concedida ao portal UOL, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, criticou duramente o índice de reajuste do piso salarial dos professores para o ano de 2026. Fixado em apenas 0,37%, o aumento representa um acréscimo nominal de R$ 18,10, valor que fica significativamente abaixo da inflação acumulada.
Para o líder da categoria, o cenário atual é "vergonhoso" e expõe a fragilidade da atual Lei do Magistério. Segundo Araújo, a legislação vigente não assegura a previsibilidade financeira necessária e falha em garantir uma valorização real para a carreira docente no Brasil.
Proposta de Valorização
Diante do que classifica como um retrocesso, a CNTE defende uma política de reajuste mais robusta. A entidade pleiteia um aumento de 6,25%, o que garantiria um ganho real acima da inflação e elevaria o piso salarial para R$ 5.172.
A confederação reforça que a melhoria da qualidade da educação pública brasileira está intrinsecamente ligada à dignidade profissional de quem educa. A urgência na revisão do cálculo do piso é vista como o passo primordial para interromper a desvalorização da categoria.

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