quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ofício 002/2026: Solicitação de informações sobre eventuais sobras do FUNDEB 70, reajuste de 5,4% para os profissionais do magistério e implantação do auxílio transporte dos agentes educacionais

Ofício 002/2026


São José de Mipibu/RN, 26 de janeiro de 2026.


Aos Excelentíssimos Senhores


José de Figueiredo Varela

Prefeito Municipal de São José de Mipibu


Josieidy Veras Dinis Fernandes

Secretário Municipal de Educação


Francineide de Freitas Reboucas

Secretária Municipal de Administração

 

Assunto I: SINTE reitera pedidos de esclarecimento sobre o FUNDEB 70 2025

Assunto II:  Atualização da pauta reivindicatória de 2026


Senhores,

O Núcleo do SINTE/RN em São José de Mipibu vem através desse segundo ofício de 2026 pedir mais uma vez esclarecimento oficial acerca do fechamento das contas do FUNDEB 70% referentes ao exercício de 2025 e solicita em caráter de urgência respostas para os pontos abaixo elencados:

a) Valor gasto no ano de 2025 com a folha do Fundeb 70%;

b) Valor dispendido com o pagamento das licenças e do 14ª e 15ª salário e,

c) Após o pagamento 14ª e 15ª salário, ainda há sobras do Fundeb 70% e qual o valor?

d) Havendo sobras, qual o cronograma para o rateio entre os servidores efetivos da educação municipal?

Aproveitamos a oportunidade para reapresentar a pauta reivindicatória da categoria nesse início de 2026, conforme os pontos abaixo citados:

1. Correção salarial dos profissionais do magistério: Implantação imediata do reajuste de 5,4 % ou percentual acima do valor estipulado pelo MEC como forma de valorização do trabalho dos docentes

2. Correção salarial dos agentes educacionais I e II: Implantação imediata do percentual de correção salarial referente aos Agentes Educacionais I e II, considerando o novo valor do salário mínimo.

3. Auxilio Transporte: Reiteramos que seja editado o decreto municipal estabelecendo o valor do quilômetro (km) para deslocamento dos agentes educacionais até as suas unidades de trabalho, conforme Lei Municipal, devendo o chefe do executivo editar decreto do valor por quilômetro em quantia não inferior a R$ 1,15 por quilômetro percorrido;

Certos da  atenção de vossas senhorias para com as demandas que visam à valorização dos profissionais da educação e à transparência na gestão dos recursos públicos, aguardamos pronunciamento oficial

Atenciosamente,


Laelio Jorge da Costa Ferreira de Melo
Francialdo Cássio da Rocha
Francisca Rozangela de Souza
Coordenação do SINTE-RN em São José de Mipibu

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Tabela salarial dos educadores da rede estadual em 2026 com reajuste de 5,4 %




 

Nota Pública


O SINTE/RN vem a público manifestar sua posição oficial a respeito da não nomeação da Profa. Ana Ferreira para a gestão do CMEI Pedro Vitorino, em Laranjeiras do Abdias.

Pautados pela transparência e pelo compromisso com a categoria, esclarecemos os seguintes pontos:

A Atuação do SINTE/RN na Comissão Eleitoral

A direção dessa entidade sindical participou do processo de seleção dos atuais gestores, integrando a comissão eleitoral responsável por gerir cada etapa do certame.

Reafirmamos que o trabalho da comissão foi pautado pela imparcialidade e pelo rigor técnico, assegurando que os princípios democráticos e as normas do edital fossem respeitados durante a seletiva.

A Responsabilidade da Escolha Final

É fundamental esclarecer que, conforme a legislação vigente em São José de Mipibu desde a criação do modelo de gestão democrática no inicio da década de 2010, o processo de escolha dos gestores da rede municipal culmina na formação de uma lista tríplice. 

Embora o SINTE/RN defenda que o candidato mais votado pela comunidade escolar deva ser o nomeado, a legislação confere ao Gestor Municipal a prerrogativa legal e a responsabilidade pela escolha final entre os nomes da lista. 

Portanto, a decisão de não nomear a candidata vencedora na consulta popular cabe exclusivamente ao gestor municipal.

Solidariedade 

O SINTE/RN solidariza-se nessa nota com a professora Ana Ferreira. Compreendemos sua aflição ao saber que cumpriu as várias etapas do certame e foi vitoriosa na consulta popular, sem que, entretanto, todos esses méritos, resultassem em sua nomeação.

O SINTE/RN defende que todos os candidatos aprovados no processo de escolha dos gestores escolares sejam nomeados. Recordamos que, embora o histórico do Município seja há varias anos de respeito à escolha popular, o modelo de lista tríplice acaba permitindo que ocorram episódios onde o chefe do executivo diverge da escolha popular, como agora com a professora Ana Ferreira e num outro caso, datado de uma década atrás, envolvendo a nomeação do candidato vencedor da E. M. Maria Mirtes.



Laelio Jorge da Costa Ferreira de Melo
Coordenador do SINTE-RN em São José de Mipibu

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Reajuste do piso do magistério alivia tensões, sai dos 0,37 e vai para 5,4%, um aumento de 15 vezes acima do previsto na lei 11.738/2008.


O anúncio feito nesta quarta-feira (21) pelo governo federal trouxe um alívio há muito aguardado pelos educadores e educadoras da rede básica de ensino.

A Medida Provisória assinada no Palácio do Planalto elevou o reajuste do piso nacional do magistério para 5,4%, número que supera em larga escala o índice previsto originalmente pela lei 11.738/2008, que seria 0,37%

O que seria um aumento simbólico, equivalente à cerca de R$ 18, transformou-se em um reajuste 15 vezes maior, resultado de uma recomposição que recupera parte das perdas e reafirma um novo modelo de cálculo.

Para muitos educadores, o anúncio marca uma virada de expectativa em um cenário que se desenhava muito desanimador, diante dos 0,37%.

Segundo o professor Rômulo Arnaud, coordenador geral do SINTE-RN, o novo percentual reflete a aplicação de uma metodologia negociada no Fórum de Acompanhamento do Piso, conduzido pelo Ministério da Educação. O cálculo combina o INPC do ano anterior, que fechou em 3,90%, com 50% da média do crescimento real das receitas do Fundeb (VAAF) dos últimos cinco anos. A soma desses fatores resultou na taxa final de 5,4%.

“Partimos de uma proposta humilhante de 0,37%. Por isso, alcançar 5,4% é significativo. Mesmo não sendo o índice ideal, é 15 vezes maior do que previa a lei 11.738/2008 e, sobretudo, garante um novo mecanismo de reajuste capaz de impedir o congelamento salarial”, afirmou Arnaud.

Com o novo índice, o salário base dos professores e professoras da educação básica com jornada de 40 horas semanais passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, um acréscimo de aproximadamente R$ 262.

O resultado, embora modesto no contexto inflacionário, foi recebido como vitória importante após longas negociações com resistências do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Educação e da Confederação Nacional dos Municípios.

Para o sindicato, o reajuste reforça um movimento de valorização gradual da carreira docente e sinaliza compromisso com a recuperação salarial. Depois de meses de impasse, o clima agora é de otimismo: o que seria apenas um reajuste técnico transformou-se em um avanço concreto.

FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO MERECEM VALORIZAÇÃO

Rômulo Arnaud ainda afirmou a importância da implantação da lei para os funcionários de escolas; “É importante seguir na luta pela implantação da Lei 2531/2021, para valorização dos profissionais da educação, melhorando salários, condições de trabalho e carreira, preenchendo uma lacuna histórica da categorias que não exerce a docência.”

Piso salarial será reajustado em 5,4 %



O Piso do Magistério em 2026 terá reajuste de 5,4%, passando para R$ 5.130,63 (40h). Esse avanço só foi possível porque a CNTE e os sindicatos filiados, a exemplo do Sinte-RN, pressionaram o governo por um novo modelo de correção.


Agora, o Piso será atualizado pela inflação (INPC) + parte do crescimento real do Fundeb, garantindo, no mínimo, a reposição das perdas e buscando ganho real de salário.


📣 O Sinte já cobra do Governo do RN e da Prefeitura de São José de Mipibu a aplicação imediata do novo piso em toda a carreira.


Valorização se conquista com luta!


#PisoDoMagistério #EducaçãoÉPrioridade #EducaçãoPública #SinteRN #CNTE ValorizaçãoJá

Tabela salarial dos (as) educadores (as) da rede municipal de São José de Mipibu em 2026 com o reajuste de 5,4 %


 

CNTE destaca vitória da mobilização com reajuste do piso do magistério para 2026

Medida Provisória assinada nesta quarta-feira (21) redefine critérios de cálculo, garante ganho real permanente e fixa o piso nacional em R$ 5.130,63 para até 40 horas semanais


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) avalia como uma vitória da mobilização da categoria a definição do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para 2026, fixado em 5,4%.

O percentual assegura ganho real acima da inflação e estabelece o valor mínimo de R$ 5.130,63 para a jornada de até 40 horas semanais, representando um avanço concreto na política de valorização dos profissionais da educação pública.

Nesta quarta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que atualiza os critérios de cálculo do piso. A nova regra garante que o reajuste anual nunca seja inferior à inflação medida pelo INPC e passa a incorporar parte do crescimento real das receitas do Fundeb, assegurando aumento real de forma permanente.

A atualização anual do piso será formalizada por meio de portaria do Ministério da Educação.

Para a presidenta da CNTE, Fátima Silva, a conquista precisa ser celebrada, mas sem perder de vista os desafios estruturais da carreira docente no país. “Segundo dados da OCDE, o Brasil ainda está entre os países que pior remuneram seus professores. Mesmo assim, a conquista de um piso com ganho real representa um avanço importante, fruto da mobilização da categoria e da luta permanente pela valorização da educação pública”, afirma.

O critério de reajuste foi amplamente debatido no âmbito do Fórum Permanente do Piso, com base nos princípios da previsibilidade e da sustentabilidade orçamentária. As entidades representativas dos secretários estaduais e municipais de educação concordaram com a proposta, reforçando o caráter pactuado, responsável e federativo da decisão.

A CNTE seguirá mobilizada para avançar em novas propostas de valorização das carreiras da educação, especialmente nos entes federados onde os salários permanecem achatados. A entidade reafirma seu compromisso com salários dignos, carreiras estruturadas e com a defesa intransigente de uma educação pública de qualidade para todos.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

70 Trabalhadores (as) em Educação do RN participam do 35º Congresso da CNTE em Brasília(DF)



Teve início nesta quinta-feira (15), em Brasília (DF), o 35º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Consolidado como um dos principais fóruns de formulação política e organizativa da educação pública brasileira, o evento reúne profissionais da educação pública de todo o país até o dia 18 de janeiro para deliberar sobre a conjuntura nacional, definir as prioridades da luta sindical e eleger a nova Direção Executiva e o Conselho Fiscal da entidade.


O Rio Grande do Norte marca presença no encontro com uma comitiva organizada pelo SINTE-RN, composta por 70 trabalhadores e trabalhadoras da educação de diversas regiões do estado.

Edimar Vicente representante do Núcleo de São José de Mipibu 

Entre os representantes potiguares, destacamos a participação de Edimar Vicente, diretor do núcleo do SINTE-RN em São José de Mipibu. Integrante da delegação, o dirigente acompanha os debates que pautarão a educação pública brasileira nos próximos anos.

A programação do congresso foca na resistência e no fortalecimento das pautas da categoria, reafirmando o papel da CNTE como protagonista na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade social para todos os brasileiros.

Para acompanhar as atualizações e deliberações do evento, acesse o site oficial da CNTE ou o portal do SINTE-RN.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Em nota, Governo do RN promete quitar o 13o na segunda-feira, 12/01


NOTA 

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte informa que deu continuidade, nesta sexta-feira (09), ao pagamento do décimo terceiro salário dos servidores estaduais.

Já foram pagos 100% dos servidores ativos, bem como todos os aposentados do sistema de segurança pública: Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Polícia Civil (PCRN), Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) e Polícia Científica do Rio Grande do Norte Perícia (PCI-RN), além dos pensionistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

Na próxima segunda-feira (12), o valor do 13º salário estará disponível nas contas dos demais servidores públicos estaduais ao longo do dia, concluindo integralmente o pagamento.

O Governo do RN reafirma o compromisso com o funcionalismo público e a responsabilidade com o equilíbrio financeiro do Estado.


Natal, 10 de Janeiro de 2026


GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - ASSECOM

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Urgente: Pagamento dos salários dos aposentados e pensionistas da Rede Estadual

Diretores do SINTE-RN estiveram agora pela manhã na SEAD buscando um posicionamento oficial sobre a quitação do 13o salário dos aposentados e pensionistas da Educação.

De acordo com a Coordenadora Geral do SINTE-RN, Profa. Fatima Cardoso, a informação repassada pelo governo é a seguinte: existe a possibilidade real do pagamento ser efetuado ainda hoje, sexta-feira, 09 de janeiro.

Contudo, a Coordenadora Geral ressaltou que, caso o pagamento não seja creditado nas contas até o final do dia de hoje, o governo se compromete a emitir uma nota explicativa à categoria.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Piso dos professores terá reajuste acima da inflação em 2026, diz Camilo

Com base no modelo atual, a categoria teria um aumento de apenas 0,37% neste ano

Por ANA LUIZA BASÍLIO/CARTA CAPITAL

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quinta-feira 8 que o piso do magistério terá um reajuste real em 2026. Segundo ele, o governo Lula (PT) anunciará ainda em janeiro mudanças no cálculo.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Camilo disse que a alteração foi pactuada em uma reunião nesta quinta com Lula e os ministros da Casa Civil, Rui Costa (PT), e da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

“A regra atual vai dar apenas 0,37% para os professores. Isso é inadmissível”, afirmou o chefe do MEC. Camilo acrescentou que a expectativa é formalizar as mudanças até 15 de janeiro, por medida provisória.

Uma MP tem força de lei e entra em vigor no momento de sua publicação, mas precisa do aval do Congresso Nacional para não perder seus efeitos após 120 dias.

Atualmente, o piso é calculado com base na Lei do Magistério, de 2008. O valor de correção a partir do índice vigente seria de 0,37% para 2026, o que corresponderia a um aumento de 18,10 reais. O piso dos professores da educação básica com jornada de 40 horas semanais é de 4.867,77 reais.

O reajuste ficaria abaixo da inflação, já que, de acordo com previsão do Banco Central, o IPCA de 2025 deve fechar em torno de 4%.

O modelo atual é alvo de críticas de entidades da categoria, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que defende mecanismos para assegurar um ganho real ano a ano.

Presidente da CNTE classifica como "vergonhoso" reajuste de 0,37% no piso do magistério para 2026

Heleno Araújo alerta que aumento de apenas R$ 18,10 representa grave retrocesso e defende revisão imediata no cálculo da Lei do Magistério.

Em entrevista concedida ao portal UOL, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, criticou duramente o índice de reajuste do piso salarial dos professores para o ano de 2026. Fixado em apenas 0,37%, o aumento representa um acréscimo nominal de R$ 18,10, valor que fica significativamente abaixo da inflação acumulada.

Para o líder da categoria, o cenário atual é "vergonhoso" e expõe a fragilidade da atual Lei do Magistério. Segundo Araújo, a legislação vigente não assegura a previsibilidade financeira necessária e falha em garantir uma valorização real para a carreira docente no Brasil.

Proposta de Valorização

Diante do que classifica como um retrocesso, a CNTE defende uma política de reajuste mais robusta. A entidade pleiteia um aumento de 6,25%, o que garantiria um ganho real acima da inflação e elevaria o piso salarial para R$ 5.172.

A confederação reforça que a melhoria da qualidade da educação pública brasileira está intrinsecamente ligada à dignidade profissional de quem educa. A urgência na revisão do cálculo do piso é vista como o passo primordial para interromper a desvalorização da categoria.

RN convoca 1.607 aprovados do concurso da Educação e fortalece abertura do ano letivo

 

A governadora Fátima Bezerra anunciou, na tarde desta quarta-feira (7), a primeira convocação do concurso público da Educação, realizado no último ano, chamando 1.607 professores e especialistas para reforçar a Rede Estadual de Ensino. A chegada dos novos profissionais para o início do ano letivo de 2026 é vista pela gestão como uma medida estratégica para garantir continuidade pedagógica nas escolas e fortalecer o processo de ensino-aprendizagem.

Ao comunicar a primeira chamada, a governadora destacou o simbolismo do momento e o impacto direto na rede: “É com muita alegria que anunciamos a convocação de 1.607 professores e especialistas da educação para a rede estadual de ensino. Receber esses novos profissionais logo no início do ano letivo é motivo de grande felicidade”, afirmou Fátima Bezerra, ao ressaltar que a medida fortalece a educação potiguar, ampliando a capacidade de acolhimento e atendimento aos estudantes.

O concurso previa, incialmente, 598 vagas distribuídas entre os cargos de Professor e Especialista em Educação, conforme necessidades mapeadas nas 16 Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIRECs). Esse número foi ampliado para 1.607, garantindo capilaridade do reforço em todo o território potiguar, do litoral ao sertão. Além das vagas imediatas, a estrutura do certame contempla a formação de cadastro de reserva, considerado essencial para repor servidores em situações não totalmente previsíveis, como exonerações e novas vacâncias.

Na avaliação da secretária de Educação do RN, professora Socorro Batista, a primeira convocação marca a retomada de uma política de provimento efetivo após quase uma década sem concurso, com impacto na organização das escolas e na valorização da carreira. A medida não impacta nas despesas do Estado, visto que é substituição de profissionais temporários, e fortalece o planejamento pedagógico. “A aposta é que a recomposição do quadro efetivo crie um ambiente propício para sustentar a expansão de ofertas de matrículas, como por exemplo, na Educação em Tempo Integral, que será, por mais um ano, ampliada”, afirmou.

A seleção também responde a um fator administrativo, o último concurso da área foi regido pelo Edital nº 001/2015 e teve sua vigência expirada, o que tornou necessária a abertura de um novo certame para assegurar reposições regulares e planejamento de pessoal na rede.

Do ponto de vista legal e fiscal, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer sustenta que a reposição de profissionais da Educação encontra amparo na Lei de Responsabilidade Fiscal,  permite a reposição de pessoal nas áreas de educação, saúde e segurança mesmo em cenários de restrição, por se tratarem de serviços essenciais. O financiamento das contratações, conforme a secretaria, será realizado com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Rejeição do Consed trava avanço da nova Lei do Piso Salarial para professores


O processo de criação de uma nova legislação para o Piso Salarial do Magistério permanece em impasse técnico e político. Iniciadas em junho de 2023, as discussões conduzidas pelo Fórum que reúne o Ministério da Educação (MEC), a Undime, o Consed e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) ainda não resultaram em um consenso sobre o mecanismo de reajuste anual da categoria.

A proposta central, defendida pela CNTE, visava garantir um ganho real sistemático aos docentes. O cálculo sugerido pela entidade previa a correção do piso pela inflação acumulada do ano anterior, somada a 50% da média de crescimento das receitas do Fundeb dos últimos cinco anos. No entanto, a medida foi rejeitada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que, até o presente momento, não apresentou uma alternativa oficial ao texto.

A ausência de um acordo entre as entidades representativas de estados e municípios inviabiliza a tramitação acelerada de um Projeto de Lei no Congresso Nacional. Sem o respaldo de um pacto federativo, a categoria segue sem um dispositivo legal que assegure a valorização real acima dos índices inflacionários.

Em nota, o coordenador geral do SINTE/RN, Rômulo Arnaud, reforçou que as entidades sindicais manterão a ofensiva política e os esforços de mobilização para garantir que a pauta de valorização profissional retorne à prioridade da agenda legislativa em 2026.

06 de Janeiro | Dia de Reis

Reajuste de menos de 1% no piso dos professores preocupa parlamentares em ano eleitoral



A Frente Parlamentar Mista da Educação da Câmara dos Deputados publicou, nesta segunda-feira (05), uma nota em que manifesta preocupação com o índice de reajuste do piso nacional do magistério, aí incluídos professores das escolas públicas estaduais e municipais de todo o país para este ano de 2026.

O dado ainda não foi divulgado oficialmente pelo Ministério da Educação do Governo Lula, mas uma portaria interministerial publicada em dezembro de 2025 indica um reajuste de apenas 0,37%, bem abaixo da inflação acumulada no ano passado (2025) que deve ser oficializada em 4,32%.

A principal explicação do governo para o reajuste menor é a queda no indicador conhecido como Valor Anual por Aluno.

A lei do piso, 11.738/2008 calcula o aumento do salário com base no crescimento do VAAF de um ano para outro, e cita como exemplo 2024/2025. Por isso, a redução acabou achatando o percentual do reajuste para este exercício.

De acordo com a nota dos deputados da Frente da Educação, com o índice projetado, o piso passaria de 4.867 para 4.885, um aumento de apenas 18 reais entre o piso do ano passado para este ano de 2026.

O presidente da Frente, deputado Rafael Brito (MDB-AL) disse que o setor da educação está apreensivo com a possibilidade de um reajuste tão baixo em pleno ano eleitoral. O parlamentar defende que o ideal é que pelo menos a inflação seja recomposta na definição do piso do magistério para este ano.

Com informações do site Valor Econômico

MEC não anuncia aumento em piso dos professores e gera impasse para 2026

Professora escrevendo no quadro, em sala de aula. Foto: Reprodução/FDR

A indefinição sobre o reajuste do piso salarial nacional dos professores para 2026 ocorre em todo o Brasil e se concentra no Ministério da Educação (MEC), neste início de janeiro. A ausência do anúncio oficial, que tradicionalmente acontece no fim de dezembro, tem mobilizado docentes, sindicatos e gestores públicos.

O tema envolve diretamente o MEC, professores da educação básica e governos estaduais e municipais. O que está em discussão é o percentual de reajuste do piso do magistério para 2026 que ainda não foi divulgado, e gera incerteza sobre salários e planejamento orçamentário.

Segundo o Ministério da Educação, a definição foi adiada para janeiro como parte de um processo de cautela técnica. A pasta aguarda dados consolidados da economia para estabelecer o índice final, em um contexto de inflação ainda relevante e crescimento econômico moderado.

Atualmente, o reajuste do piso ocorre sempre em janeiro e é calculado com base no valor anual mínimo por aluno dos anos iniciais do ensino fundamental urbano. Esse indicador está ligado ao Fundeb, principal instrumento de financiamento da educação básica no país, e faz com que os percentuais variem significativamente a cada ano.

Prédio do Ministério da Educação, em Brasília (DF). Foto: Ângelo Miguel/MEC

Criada em 2008, essa metodologia passou a ser questionada após a reformulação do Fundeb, em 2021. Estados e municípios alegam dificuldades para absorver reajustes elevados em determinados períodos, apontando impactos diretos nos orçamentos locais e na gestão administrativa.

Diante desse cenário, o MEC conduz negociações com representantes dos professores, além de gestores estaduais e municipais, para discutir uma possível atualização da legislação. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirma que a intenção é garantir previsibilidade orçamentária e segurança jurídica, sem retirar direitos já assegurados à categoria.

As projeções iniciais indicam um reajuste em torno de 2,9% para 2026, percentual abaixo da inflação estimada, próxima de 3,5%. Essa diferença levanta preocupação entre os docentes por indicar possível perda do poder de compra, embora o governo tenha sinalizado a busca pela reposição inflacionária mínima.

Em 2025, o piso do magistério foi reajustado em 6,27% e chegou a R$ 4.867,77, índice superior à inflação do período. Apesar disso, dados do Inep mostram que professores da rede pública recebem, em média, 86% do salário de outros profissionais com nível superior, o que mantém o debate sobre valorização salarial enquanto estados e municípios aguardam a decisão final do MEC.


Com informações do portal DCM

Ofício 001/2026: Solicitação de informações financeiras sobre o FUNDEB 70 de 2025 e apresentação de pauta reivindicatória 2026


Ofício nº 001/2026


São José de Mipibu/RN, 05 de janeiro de 2026.


Ao Senhor

Josieidy Veras Dinis Fernandes (Jota Veras)

Secretário Municipal de Educação de São José de Mipibu/RN


Assunto: Solicitação de informações financeiras sobre o FUNDEB 70% de 2025 e apresentação de pauta reivindicatória 2026

Senhor Secretário,

O Núcleo do SINTE/RN, cumprimenta-o cordialmente nesse início de ano e solicita esclarecimentos acerca do fechamento das contas do FUNDEB 70% referentes ao exercício de 2025 e solicita:

a) Valor gasto no ano de 2025 com a folha do Fundeb 70%;

b) Qual o valor dispendido com o pagamento do 14ª e 15ª salário? e,

c) Após o pagamento 14ª e 15ª salário, ainda há sobras do Fundeb 70% e qual o valor?

d) Havendo sobras, qual o cronograma para o rateio entre os servidores efetivos da educação municipal?

Aproveitamos a oportunidade para apresentar a pauta reivindicatória desta categoria para o início do ano de 2026, conforme os pontos abaixo:

1. Correção Salarial: Implantação imediata, neste mês de janeiro de 2026, do percentual de correção salarial referente aos Agentes Educacionais I e II, considerando o novo valor do salário mínimo.

2. Auxilio Transporte: Que seja editado o Decreto estabelecendo o valor do KM para deslocamento dos agentes educacionais até a unidade de trabalho, conforme Lei Municipal, devendo o chefe do executivo editar decreto do valor por KM em valor não inferior a R$ 1,15 por KM;

3. Promoções do Magistério: Relação dos profissionais do magistério contemplados em janeiro de 2026 com as promoções horizontais (mudança de letra) e verticais (mudança de nível);

4.Promoções dos Agentes: Relação dos Agentes Educacionais I e II contemplados em janeiro de 2026 com as respectivas promoções horizontais e verticais;


Atenciosamente,


Laelio Jorge da Costa Ferreira de Melo
Francialdo Cássio da Rocha
Francisca Rozangela de Souza
Coordenação do SINTE-RN em São José de Mipibu

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

MEC e entidades negociam novos critérios para reajustar piso dos professores; veja propostas

Pela regra atual, o reajuste salarial previsto para 2026 é de 0,37%, abaixo da inflação estimada.

Este mês, o MEC deve publicar a portaria com o índice de reajuste para 2026.
Foto: Thiago Gadelha

Escrito por
Thatiany Nascimento
thatiany.nascimento@svm.com.br

O Ministério da Educação (MEC) tem negociado com entidades representativas de professores e de gestores da educação o estabelecimento de novos critérios para o cálculo do reajuste anual do piso salarial da categoria. Em 2025, essa demanda se intensificou e pautou diversos encontros, mas ainda não há consenso sobre o novo cálculo. O Diário do Nordeste aborda quais são as propostas em debate e o que foi pactuado até o momento. 

Este mês, o MEC deve publicar a portaria com o índice de reajuste para 2026. Essa atualização segue o que prevê a Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso de 2008. Mas, o critério pactuado há mais de 10 anos, hoje é considerado inadequado por diferentes fatores.

Na fórmula em vigor, o piso é atualizado com base em um indicador do Fundeb, o fundo que financia a educação básica. O cálculo considera a variação do chamado Valor Aluno Ano do Fundeb (VAAF), que indica quanto o poder público investe, no mínimo, por estudante.

Como esse valor pode oscilar bastante de um ano para outro, o reajuste do piso também varia. Por exemplo, em 2022, o aumento passou de 30%. Já em 2024, ficou abaixo de 4% e não recompôs a inflação. Desse modo, esse critério tem sido alvo de críticas por não garantir previsibilidade nem assegurar que os professores tenham reajuste acima da inflação todos os anos. 

Para 2026, a projeção preliminar aponta um reajuste de 0,37%, caso a regra atual seja mantida. O percentual ficaria bem abaixo da inflação estimada, de cerca de 3,5%, o que significa perda do poder de compra para os professores. O índice, no entanto, ainda pode sofrer alterações até a publicação oficial.

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), já declarou que o governo busca uma alternativa para evitar reajustes inferiores à inflação.

Atualmente, o piso nacional do magistério é de R$ 4.867,77, valor reajustado em 6,27% em 2025. O valor definido é mínimo que municípios e estados devem pagar aos professores da Educação Básica, em início de carreira, para a jornada de, no máximo, 40 horas semanais. 

Quais são as propostas em discussão?

As discussões sobre o estabelecimento de novos critérios para o piso ocorrem no Fórum de Acompanhamento do Piso do Magistério, previsto no Plano Nacional de Educação. Participam do grupo representantes do MEC, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), dentre outros. 

Após ficar inativo durante os governos Temer e Bolsonaro, o fórum retomou as atividades em 2023. Nesse período, as entidades chegaram a elaborar uma proposta de mudança na lei do piso, com dois pontos principais, segundo informou ao Diário do Nordeste, o presidente do Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. São eles: 

- Garantir a reposição da inflação do ano anterior (ajustar pelo INPC), somada a um ganho real vinculado ao crescimento das receitas do Fundeb; e

- Relacionar o valor do piso à formação dos professores, prevendo salários maiores para quem tem licenciatura.

Segundo o presidente da CNTE, Heleno Araújo, ainda não foi possível fechar um acordo. Atualmente, a principal proposta em debate prevê reajuste pela inflação medida pelo INPC, acrescida de 50% da média de crescimento do Fundeb nos últimos cinco anos. A negociação, porém, esbarra em divergências sobre a carreira docente e o impacto financeiro para estados e municípios. 

Hoje, aponta ele, “tem na mesa para debate 50% da média dos últimos cinco anos e 25% da média dos últimos dois anos, esta segunda opção não avançou muito” e completa: “neste momento, não avançamos porque o Consed não aceita definir a carreira, ou seja, se o piso é para a formação em normal médio, queremos que professores com Licenciatura tenha um valor maior que o piso salarial”.

Heleno afirmou ainda que reuniões previstas para o fim de 2025 foram canceladas, e ainda não há nova data definida. Após a divulgação da estimativa do reajuste, no dia 31 de dezembro de 2025, a CNTE em nota destacou que solicitou audiência com o ministro da Educação para discutir alternativas e definir um cronograma de trabalho. 

A entidade diz também que não está descartada a edição de uma Medida Provisória para garantir reposição inflacionária com ganho real.

O que diz o MEC?

Consultado pelo Diário do Nordeste, o MEC  afirmou que mantém diálogo com professores, estados e municípios para revisar a fórmula de reajuste do piso. Segundo o Ministério, o modelo atual, baseado no Fundeb, enfrenta questionamentos judiciais e dificuldades para o planejamento dos orçamentos públicos.

Entre as alternativas em estudo, o MEC reitera que está justamente a combinação da inflação com a média de crescimento do Fundeb. O MEC também, conforme já publicado pelo Diário do Nordeste, avalia mudanças na data-base do reajuste, hoje anunciada em janeiro, o que, segundo o órgão, dificulta o planejamento financeiro de estados e municípios. 

Mas, sobre esse ponto, Heleno, da CNTE, ressalta que até a última reunião do Fórum, “o mês de janeiro está mantido como mês de referência para atualização do valor do piso do magistério”.

Como é calculado o valor do piso salarial dos professores?

Pela Lei 11.738/2008, o piso é reajustado de acordo com o crescimento do valor mínimo investido por aluno nos anos iniciais do ensino fundamental, considerando a variação registrada nos dois anos anteriores. Assim, se o investimento por aluno cresce pouco, o reajuste do piso também é baixo.

Foi o que ocorreu no cálculo mais recente: a atualização do VAAF para 2025 resultou em um índice de 0,37%, percentual que, pela regra atual, será aplicado ao piso em 2026. Em outros anos, esse mesmo critério levou a reajuste zero em 2021 ou abaixo da inflação, como em 2024.

O cálculo teria as seguintes diferenças caso a proposta em discussão seja aceita: 

Hoje: O reajuste segue a variação do investimento mínimo por aluno do Fundeb. Se esse valor cresce pouco, o piso também sobe pouco, mesmo que a inflação seja maior. 

Com a nova proposta: o reajuste anual se daria pela inflação, somado a um ganho real ligado ao crescimento médio do Fundeb nos últimos cinco anos, para garantir aumento acima da inflação.


Com informações do DIARIO DO NORDESTE (CE)

sábado, 3 de janeiro de 2026

CNTE declara apoio ao povo venezuelano após ataque imperialista dos EUA

O ataque imperialista dos Estados Unidos contra a Venezuela é também um ataque contrao Brasil e a toda a América Latina!


A madrugada desse dia 03 de janeiro de 2026 viu mais um ataque imperial dos Estados Unidos contra um país da América Latina, agora sob a batuta da segunda gestão de Donald Trump. Invadida na calada da noite, a Venezuela e seu povo foram vítimas, mais uma vez, de um país que é marcado por seus ímpetos imperialistas e intervencionistas em nossa região, mas também em todo o mundo: assim como estão fazendo com os navios petroleiros na costa do país caribenho, agindo como verdadeiros piratas modernos ao saquear o seu petróleo, agora foi a vez de sequestrarem, em seu território, o seu presidente legitimamente eleito, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores.

O ataque perpetrado contra a soberania da Venezuela pelo governo Trump representa um ataque contra todos os países da América Latina. No caso brasileiro, devemos ficar de prontidão porque esse país – os Estados Unidos -, com sua ação criminal de hoje, se achando a polícia do mundo e se atrevendo a invadir países e sequestrarem seus representantes eleitos, pode também se voltar contra o Brasil. Se lá o interesse é o petróleo, aqui são as terras raras e nossas reservas de água doce, as maiores do mundo.

Para além de toda e qualquer falha de segurança que possa ter havido no sequestro do Presidente Maduro e de sua esposa, que ainda será apurada com essa agressão militar dos Estados Unidos no dia de hoje contra o território venezuelano, o que podemos afirmar é que esse ataque é uma afronta ao direito internacional, que garante a autodeterminação dos povos e a soberania dos países. Os organismos multilaterais, como a ONU e a OEA, precisam se pronunciar imediatamente, e os Estados Unidos devem garantir a vida do mandatário venezuelano e de sua esposa.

Os/as educadores/as brasileiros/as se solidarizam com a Venezuela e repudiam, de forma veemente, o ataque militar imperialista ocorrido nessa madrugada contra o povo venezuelano! Contra o imperialismo e pela autodeterminação dos nossos povos, estamos juntos com a Venezuela, herdeira de Bolívar e de Chávez! Pela soberania de nossos governos, somos contra toda e qualquer agressão militar em nossa região e em qualquer lugar do mundo!

Brasília, 03 de janeiro de 2026

Direção Executiva da CNTE