quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Mais de 80% dos alunos de licenciatura estão em cursos a distância


Foto: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasil

Dos 789,1 mil alunos ingressantes em cursos de licenciatura em 2022, 81% foram na modalidade de ensino a distância. Nas instituições privadas, 93,7% dos alunos de licenciatura que ingressaram foram nessa modalidade. Os dados fazem parte do Censo da Educação Superior 2022, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Para o ministro da Educação, Camilo Santana, é preciso atenção com a qualidade dos cursos de licenciatura na modalidade a distância. “Para nós, a formação do professor é fundamental para garantir a qualidade da aprendizagem das crianças e jovens da educação básica”, disse, lembrando que no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) as notas dos alunos dos cursos de licenciatura foram baixas.

Segundo Santana, o Ministério da Educação está estudando a adoção de uma reserva de 40% das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para alunos de licenciatura, além de condições diferenciadas de pagamento do financiamento para quem ingressar nesses cursos, especialmente em áreas como Português, Matemática e Física. “Precisamos estimular nas áreas específicas, onde estamos precisando de professor”, disse Santana.

O Censo também mostrou que, nos últimos quatro anos, o número total de vagas oferecidas em cursos presenciais caiu 11% e as vagas em cursos a distância aumentaram 139,5%. O número de cursos oferecidos a distância cresceu 189,1% no período. Dos 4,75 milhões de estudantes que ingressaram em cursos de graduação no Brasil em 2022, 3,1 milhões foram na modalidade EaD e outros 1,6 milhão na modalidade presencial.

“Isso exige sinal amarelo ou vermelho aceso para que possamos tomar medidas importantes diante desse cenário,” disse o ministro. Segundo ele, o MEC irá reavaliar todo o marco regulatório do ensino a distância no Brasil e fazendo uma avaliação de 16 cursos para verificar a viabilidade de serem oferecidos na modalidade a distância. “A nossa preocupação não é o fato de ter um curso a distância, mas garantir a qualidade nesse curso que é oferecido. E é impossível determinados cursos serem oferecidos na modalidade a distância,” disse.
O presidente do CNE, Luiz Curi, o Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e o professor Carlos Moreno, durante apresentação dos resultados do Censo da Educação Superior 2022. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Instituições

O Brasil registrou 2.595 instituições de educação superior, em 2022, sendo 1.449 instituições privadas com fins lucrativos, 834 privadas sem fins lucrativos, 133 estaduais, 120 federais e 59 municipais. O número é um pouco maior que o de 2021, quando foram cadastradas 2.574 instituições.

Segundo o Censo, 41% das instituições possuem até 300 alunos e detém apenas 1% das matrículas de graduação. A rede privada conta com mais de 7,3 milhões de alunos, o que garante uma participação de 78% do sistema de educação superior.

Censo

Realizado anualmente pelo Inep em parceria com as instituições de educação superior que oferecem curso de graduação no Brasil, o Censo da Educação Superior é o instrumento de pesquisa mais completo do país sobre as instituições de educação superior que ofertam cursos de graduação e sequenciais de formação específica, bem como sobre seus alunos e docentes.

Todas as instituições de ensino devem responder ao Censo, sob risco de serem impedidas de aderir a iniciativas do Poder Público. A instituição que não preenche o Censo fica impossibilitada de participar do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), de aderir ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni) e de participar dos programas de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no ano seguinte.

O objetivo da pesquisa estatística é oferecer informações detalhadas sobre a situação e as tendências da educação superior brasileira, assim como guiar as políticas públicas do setor. Também contribui para o cálculo de indicadores de qualidade, como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). A atuação do Inep se concentra na apuração, na produção e no tratamento das estatísticas.

Com informações da Agência Brasil

Rede Estadual: Informações sobre implantação do piso, quitação do retroativo e 13o salário

 


Rede Estadual


IMPLANTAÇÃO DO PISO 2023 

- Ficou acordada a implantação do piso 2023 ao longo do ano em três meses específicos: Maio (7,21 %), Novembro (3,61 %) e Dezembro (3,49 %).

- A primeira parcela foi paga em maio.

- Aguarda-se agora a implementação dos percentuais referentes aos meses de novembro e dezembro.


RETROATIVO 2022

- Vem sendo pago mensalmente desde março de 2023. 
- Foi paga há poucos dias, a 7a. das 14 parcelas referentes ao retroativo 2022.
- O retroativo 2022 será totalmente pago em abril de 2024.


RETROATIVO 2023

- Será pago em 8 parcelas mensais, sendo a primeira  paga em maio de 2024 e a última em dezembro de 2024.

ADIANTAMENTO DO 13o SALÁRIO

- O Estado adiantou 40 % do 13o salário aos servidores da ativa. 
         (Os 60 % restantes serão pagos em Dezembro)

- Os servidores aposentados deverão receber o 13o integral em Dezembro.

Rede Municipal: Informações sobre implantação do piso, quitação do retroativo e 13o salário

 


Rede Municipal de São José de Mipibu


IMPLANTAÇÃO DO PISO 2023 

- O reajuste de 14,95%  foi implementado em fevereiro de 2023 e o retroativo referente a janeiro de 2023 também foi quitado em fevereiro.

RETROATIVO 2022

- Em maio, foi acordado com o Município a quitação do retroativo 2022 em janeiro de 2024.

ADIANTAMENTO DO 13o SALÁRIO

A prefeitura não efetuou nenhum adiantamento na metade de 2023. De acordo com as informações obtidas pelos representantes do SINTE/RN junto ao Município, o 13o salário será pago na sua integralidade em dezembro.

Informações sobre Implantação do piso, retroativo e 130 salários nas redes municipal e estadual



Rede Municipal de São José de Mipibu

IMPLANTAÇÃO DO PISO 2023 

- O reajuste de 14,95%  foi implementado em fevereiro de 2023 e o retroativo referente a janeiro de 2023 também foi quitado em fevereiro.

RETROATIVO 2022

- Em maio, foi acordado com o Município a quitação do retroativo 2022 em janeiro de 2024.

ADIANTAMENTO DO 13o SALÁRIO

A prefeitura não efetuou nenhum adiantamento na metade de 2023. De acordo com as informações obtidas pelos representantes do SINTE/RN junto ao Município, o 13o salário será pago na sua totalidade em dezembro.


Rede Estadual

IMPLANTAÇÃO DO PISO 2023 

- Ficou acordada a implantação do piso 2023 ao longo do ano em três meses específicos: Maio (7,21 %), Novembro (3,61 %) e Dezembro (3,49 %).

- A primeira parcela foi paga em maio.

- Aguarda-se agora a implementação dos percentuais referentes aos meses de novembro e dezembro.


RETROATIVO 2022

- Vem sendo pago mensalmente desde março de 2023. 
- Recebemos há poucos dias, a 7a. das 14 parcelas referentes ao retroativo 2022.
- O retroativo 2022 será totalmente pago em abril de 2024.


RETROATIVO 2023

- Será pago em 8 parcelas mensais, sendo a primeira  paga em maio de 2024 e a última em dezembro de 2024.

ADIANTAMENTO DO 13o SALÁRIO

O Estado adiantou 40 % do 13o salário aos servidores efetivos. Os 60 % restantes serão pagos em Dezembro.

- Os servidores aposentados deverão receber o 13o integral em Dezembro.

Entenda como o novo ensino médio vai impactar o Enem

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá mudar nos próximos anos, acompanhando as alterações nos currículos do ensino médio em todo o país. Essa mudança, no entanto, ainda deve demorar. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, um novo modelo poderá começar a ser aplicado apenas a partir de 2025, depois de ser amplamente discutido. A Agência Brasil conversou com estudantes e especialistas sobre o que esperar do futuro do Enem.

Atualmente, o Enem é composto por provas de linguagens, ciências humanas, matemática e ciências da natureza que, juntas, somam 180 questões objetivas de múltipla escolha, além de uma prova de redação. O exame é aplicado em dois domingos. Teoricamente, o Enem deveria cobrar o que os estudantes aprenderam ao longo da trajetória escolar.

Em 2017, no entanto, o país aprovou o chamado novo ensino médio, que começou a ser implementado nas escolas públicas e particulares no ano passado. A previsão era que o Enem também mudasse, em 2024, para se adequar ao novo ensino. Pelo novo modelo, parte das aulas é comum a todos os estudantes do país, direcionada pela chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios estudantes podem escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. As opções permitem ênfase nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino técnico. A oferta de itinerários depende da capacidade das redes de ensino e das escolas brasileiras.

Um parecer aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 2022 sugeria que o novo Enem tivesse duas etapas, uma tendo como referência a BNCC e, outra, que poderia ser escolhida pelo estudante de acordo com a área vinculada ao curso superior que pretende cursar. O governo anterior chegou a anunciar a nova proposta, mas ela não saiu do papel.

Críticas

O novo ensino médio sofreu uma série de críticas e, atualmente, está sendo rediscutido no âmbito do governo federal. Com isso, o cronograma de mudanças no Enem foi suspenso. As provas, que deveriam mudar já em 2024, agora terão também as mudanças adiadas.

“De certa forma estão sendo feitos ajustes, não há como fazer um novo exame sem que o ensino médio esteja sendo implementado de forma clara”, diz o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais Chico Soares. Soares é ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é responsável pelo Enem e é também ex-membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), onde foi um dos relatores da BNCC.

Soares explica que as mudanças no Enem ainda devem demorar, porque, mesmo depois que o novo modelo para o ensino médio for definido, ainda será preciso readequar as provas. “Vamos mudar o tipo de expectativa de aprendizagem”, diz. O Inep precisará, então, elaborar e testar novas questões antes de aplicá-las.

Segundo o ministro da Educação, o Enem deverá começar a ser reformulado a partir do ano que vem, para que as mudanças passem a valer a partir de 2025. As discussões devem ocorrer dentro dos debates do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas para a educação a cada dez anos. Para Soares, a previsão é otimista. Ele estima que uma nova prova deve ser aplicada ainda mais tarde, a partir de 2026.

Preocupação

Para os estudantes, a situação gera muita preocupação, segundo a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz. “Nos preocupa muito, porque o modelo de ensino mudou. Objetivamente, o ensino médio teve uma mudança muito brusca, uma redução da carga horária básica, que é muito importante e é o que cai no Enem. Tivemos uma redução e a gente acaba não vendo tudo no ensino médio e é o que será cobrado no Enem. Isso nos prejudica muito”, diz.

Segundo ela, o ensino médio anterior ao novo modelo não era o ideal, mas a redução da formação básica de forma abrupta acirrou a desigualdade entre escolas públicas e particulares, uma vez que cada rede de ensino oferta a formação de acordo com a própria capacidade.

A estudante diz que, embora o cronograma do novo ensino médio preveja a implementação gradual ano a ano, todas as séries do ensino médio estão sendo impactadas, inclusive quem atualmente cursa o 3º ano e vai prestar o Enem para buscar uma vaga no ensino superior. “Não tem as matérias que serão cobradas, então, na visão do estudante da escola pública, vou fazer uma prova que sei que não vou passar”, diz e acrescenta: “Todas as séries estão sendo impactadas. E é surreal, porque serão três gerações, contando a partir de hoje, que serão atingidas por isso. O novo ensino médio nos aproxima do subemprego”.

Enem 2023

O Enem 2023 será nos dias 5 e 12 de novembro. De acordo com o Inep, mais de 3,9 milhões de pessoas estão inscritas. Desse total, 1,4 milhão, o equivalente a 35,6%, concluem o ensino médio este ano. Outros 1,8 milhão (48,2%) já concluíram o ensino médio em anos anteriores e os demais 16,2% dos inscritos ainda não concluíram o ensino médio e farão a prova apenas para testar os conhecimentos, os chamados treineiros.

O Enem é a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil. É utilizado para o ingresso em instituições públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e para obtenção de bolsas de estudo em instituições privadas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). Também é usado para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Além disso, os resultados do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições estrangeiras que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame.

Com informações da Agência Brasil 

1 em cada 5 jovens brasileiros deixou a escola sem ter concluído o Ensino Médio



A pesquisa ainda aponta para um crescimento na preferência pelos cursos de educação à distância


Um em cada cinco brasileiros de 18 a 24 anos (cerca de 21%) está fora da escola mesmo sem ter concluído o ensino médio, apontam dados do Censo da Educação Superior 2022, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP.Os números foram apresentados em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira 10.

Entre este grupo demográfico, há ainda 1,2% está em distorção idade/série – quando o aluno cursa uma série inferior àquela em que deveria estar pela sua idade – e frequenta o ensino fundamental. Quase 10% também estão “atrasados” e ainda cursam o ensino médio.

As estatísticas educacionais do Censo servem de parâmetro para a implementação de políticas públicas em todo o país.

O levantamento do Inep revela ainda que 43,4% dos jovens não estão na universidade, mas concluíram o ensino médio. Por outro lado, segundo os dados, 20,2% dos brasileiros entre 18 e 24 anos frequentam o ensino superior e 4% já concluíram a faculdade.

A pesquisa ainda aponta para um crescimento na preferência pelos cursos de educação à distância. Para o ministro Camilo Santana, que esteve presente na coletiva, os dados sobre essa modalidade de ensino são “preocupantes”.

“É surpreendente o crescimento que ocorreu no período. O papel do Ministério da Educação é coordenar isso, regular isso, exige um sinal amarelo, se não um sinal vermelho, para tomar medidas importantes nesse cenário”, pontuou.

Durante o evento, Santana afirmou que 16 cursos superiores não poderão ser feitos à distância, mesmo que na modalidade híbrida – enfermagem, direito, odontologia e psicologia já estão suspensos pelo MEC e outros 12 ainda em debate, por meio de consulta pública. “O ensino a distância é importante, mas queremos prezar pela qualidade, e depois avaliar no Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes]”, disse.

No último ano, o número de novos alunos que escolheram fazer faculdade à distância cresceu 20%: saltou de 3,9 milhões para 4,7 milhões. Em instituições de ensino privadas, 72% dos novos alunos em 2022 optaram pelo EaD.

Nas licenciaturas, o índice foi 93,2%. De 2018 até o ano passado, houve 42% mais demanda por estudos remotos.

Adesão ao ENEM

O Censo da Educação Superior 2022 divulgado pelo Inep mostrou também que apenas 48,2% dos alunos brasileiros que concluíram o ensino médio em 2022 fizeram a prova do Enem, principal porta de entrada para o ensino superior no País. Os estados com pior desempenho são Bahia, Roraima, Maranhão e Pará. A situação é mais favorável no Ceará, em Goiás e no Espírito Santo.

A edição de 2023 recebeu 3,9 milhões de inscrições, um aumento de 13,1% em relação ao ano passado. Ainda assim, o índice de adesão ainda é inferior ao período de 2014 a 2016, quando o Enem atingia mais de 8 milhões de alunos.

Com informações de Wendal Carmo

Repórter e redator da CartaCapital

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

AEE/SJM promove o VI Seminário de Educação Inclusiva de São José de Mipibu (RN)

 

O Setor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Secretaria Municipal de Educação de São José de Mipibu (SME/SJM) promove seminário direcionado aos educadores do Município  com o seguinte tema: Avaliação e Adequação Curicular para Alunos com NEE.

O evento acontecerá na sexta-feira, 20 de outubro, de 7h às 11h, no auditório João Evangelista Emerenciano, localizado no prédio-sede da Secretaria Municipal de Educação (SME/SJM).

A organização avisa que serão disponibilizadas 100 vagas para o seminário. 
Os interessados devem efetuar suas inscrições através do link:https://forms.gle/gJacg3FJM6twNJkP8

CAMPANHA SOLIDÁRIA

Aos interessados, a coordenação do AEE/SJM comunica que serão bem vindas doações de itens - alimentícios ou de limpeza - em prol da Casa de Apoio Nossa Senhora das Graças, que lida com o acolhimento de idosos, no bairro Quebra Fuzil. 

CASA DE APOIO NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
Av. André Avelino Dantas, nº 29 - Quebra Fuzil-São José de Mipibu/RN      
Telefones de Contato: 84 9 91221294 - 84 9 91452218