segunda-feira, 19 de abril de 2021

NOTA SOBRE A RECOMENDAÇÃO DO LAIS



 “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!”

Impressiona o teor das “recomendações” do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN) sobre o retorna às aulas presenciais sem levar em consideração o número de potiguares infectados pelo coronavírus (211050), de mortes (mais de 5 mil só no RN) e o percentual de ocupação de leitos de UTI Covid no Estado que está em 95,38%.
Esperamos que os membros do Laboratório não sigam a linha adotada pelo MP do “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!” de recomendar para outros setores o que eles não fazem e sigam trabalhando em suas funções no home Office, protegidos do vírus que já matou mais de 370 mil brasileiros e brasileiras.
Ao contrário das recomendações do Comitê Científico que - reconhece o pior momento da pandemia no Brasil (com média superior a 3 mil mortes por dia) - segue orientando o distanciamento social e aulas remotas, o LAIS publicou um documento para propor a volta às aulas presenciais sem citar a gravidade da pandemia.
A recomendação do LAIS é um documento com conteúdo genérico, que mais remete a um desejo político-econômico do que uma recomendação científica. Veja:
"considerando que as escolas devem ser as últimas a fechar e as primeiras a reabrir, o Estado e os municípios devem, urgentemente, iniciar o retorno faseado das atividades escolares híbridas nas escolas públicas.” E fica explícita a preocupação primordial pela economia do que pela vida dos potiguares no trecho a seguir "os prejuízos socioeconômicos ainda não são possíveis de mensurar até mesmo porque as escolas estão fechadas”.
A Regional do Sinte Mossoró reforça, mais uma vez, que o maior desejo da categoria é retornar à sala de aula, que o sistema de aulas remotas nas condições estruturais de desigualdades no Brasil prejudica enormemente os estudantes e professores de escolas públicas, mas não se educa cadáveres.
Educação se faz com vidas, com as pessoas vivas. Por isso rascunhos de protocolos não garantem a segurança da população. A nossa garantia de vida, neste momento, é o distanciamento social e a vacinação em massa da população.
Sinte Regional Mossoró
Mossoró, 19 de abril de 2021

Risco de Covid cresce 192% em sala de aula; DF perdeu 84 professores

 


Foto: Reprodução

O risco de contaminação pela Covid-19 aumenta 192% para professores que estão em sala de aula. Sem vacina e em contato com alunos diariamente, os docentes em regime presencial têm risco maior de desenvolver a doença. A conclusão é de um estudo assinado por pesquisadores de cinco instituições de ensino superior.

Eles analisaram profissionais de 554 escolas com ensino presencial, no período de 7 de fevereiro a 6 de março de 2021. O grupo da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de SP concluiu que a incidência do coronavírus foi 2,92 vezes, ou 192%, maior nesse público do que na população adulta fora das salas de aula.

No Distrito Federal, a rede pública de ensino optou por aulas remotas, mas a privada manteve o modelo presencial. A preocupação dos docentes se torna maior pela quantidade de colegas que perderam a vida para a doença.

Segundo estimativa do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), 74 educadores da rede pública faleceram por complicações decorrentes do coronavírus.

Nenhuma entidade fez a contagem oficial de óbitos de docentes dos colégios particulares. Com base em matérias públicadas, o Metrópoles apurou 10, mas acredita-se que o número possa ser maior.

Entre os docentes de instituições públicas que não resistiram à doença estão o professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Fávero Sobrinho, e a mulher dele, a professora da rede pública Anna Angélica Oliveira Paixão, ambos mortos em 4 de abril.

Em 11 de março, o coronavírus vitimou a professora da rede pública Sílvia Marçal. A profissional trabalhava no Centro de Ensino Fundamental 4, em Taguatinga, e também lecionou no Centro de Ensino Médio Setor Leste, na Asa Sul. Em agosto de 2020, o também docente de unidade do governo Marcelo Mariani morreu por complicações da Covid-19.


Na Justiça
Com medo da doença e focado em denúncias e nos estudos que são parâmetros em outros Estados, o Sindicato dos Professores da Rede Particular de Ensino (Sinproep) pediu à Justiça que suspendesse as aulas presenciais por algumas semanas. “Verificamos que 20 escolas estavam com focos de contaminação. Pedimos a suspensão”, afirmou o diretor jurídico do Sinproep, Rodrigo de Paula.



A intenção era superar o período crítico da pandemia que já ceifou a vida de 7.049 mil pessoas na capital federal. “Neste momento grave, com superlotação dos leitos e sem a vacinação dos professores da rede privada, não podemos contar com aulas presenciais”, afirmou o advogado do Sinproep, Bruno Paiva.

A liminar foi negada pela Justiça do Trabalho, pois há decreto do GDF que autoriza o ensino presencial da rede particular. O Ministério Público do Trabalho (MPT), no entanto, pediu audiência com urgência para que se busque uma solução.

“É preciso ficar clara a urgência da audiência em razão das recentes mortes de professores de escolas privadas no DF que estavam que atividades presenciais”, completou Paiva.


Procura dos pais
Por outro lado, a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF), Ana Elisa Dumont, pondera que, no Distrito Federal, existem quase 600 instituições de ensino privadas e, entre elas, há casos isolados de descumprimento dos protocolos.



A presidente reforça que o Sinepe-DF apoia a fiscalização e tem orientado constantemente as escolas. “No início da pandemia, tínhamos 20% das famílias procurando pelo ensino presencial. Hoje, são 70%, o que demonstra que as famílias têm confiança nas escolas e a educação é um serviço essencial”, afirma.

Segundo ela, os dados mostram a existência da contaminação na sociedade como um todo. “Temos recebido desses pais a necessidade de os alunos estarem em ambiente presencial seguro. Estamos ofertando o modelo presencial e o remoto para que os responsáveis possam optar pelo que atende melhor a sua família”, disse.

Para a presidente do Sinepe, as escolas são serviços essenciais. “O índice de contaminação está abaixo de 1. Os casos estão diminuindo. O governo tem dados para analisar quais setores devem permanecer abertos, tanto que flexibilizou horários para o comércio”, completou Ana Elisa Dumont.

Veja alguns professores que foram vítimas da Covid-19:

9/7/2020: César Augusto Severo, fundador e coordenador pedagógico do curso pré-vestibular e do Colégio Exatas.

13/07/2020: Ernesto Luís, professor de educação física.

14/07/2020: Conceição das Graças Araújo, 71 anos, fundadora do Colégio Guiness.

24/08/2020: Roberto Cavalcante , professor e fundador do Colégio Ideal.

24/03/2021: Darcilene Gonçalves, professora Colégio CCI.

26/3/2021: Marilene Alves Lustosa, 36 anos, docente do ColégioAdventista, de Planaltina.

7/4/2021: Elizabeth Pazito Brandão, jornalista e professora do Iesb.

12/4/2021: Tiago Ferreira Lima Sobreira Rolim, professor do Marista João Paulo II.

13/4/2021: Everton Alves dos Santos, professor da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima.

13/4/2021: Jeane Rodrigues Dantas, 45 anos, docente nos cursos da área de negócios na UniProjeção em Ceilândia.

(Portal Metrópoles, 16/04/2021)

Professores tem 3 vezes mais chances de se infectar por Covid em sala




Foto: Reprodução

Professores que trabalharam presencialmente durante a pandemia tiveram risco quase três vezes maior de desenvolver Covid-19 do que a população adulta do estado de São Paulo. A conclusão é de um estudo lançado nesta quarta-feira 14 e assinado por pesquisadores da UFABC, Unifesp, USP, UFSCar e do IFSP.

A partir de uma análise junto a profissionais de educação de escolas estaduais da rede paulista, no período de 7 de fevereiro a 6 de março de 2021 – intervalo em que as escolas estiveram abertas -, o grupo constatou que a incidência de Covid-19 entre os docentes foi 2,92 vezes (192%) maior que a da população estadual adulta.

O estudo monitorou os casos de Covid-19 em 554 escolas da rede estadual paulista e analisou números de 299 unidades que forneceram dados durante as quatro semanas epidemiológicas investigadas.

As instituições pesquisadas totalizam um universo de 12.547 professores e 3.947 servidores não docentes e estão localizadas nos seguintes municípios do estado de São Paulo: Arujá, Caieiras, Cajamar, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guarulhos, Hortolândia, Mairiporã, Osasco, Poá, Santa Isabel, Santo André, São Paulo e Sumaré.

No período analisado, a incidência de casos nas escolas cresceu 138% entre professores; entre a população de 25 a 59 anos do estado de São Paulo o crescimento foi de 81%.

De acordo com os pesquisadores, a disseminação do vírus entre os professores já era 150% maior do que na população estadual com a mesma faixa etária na primeira semana do monitoramento, quando as aulas foram retomadas no estado. Na quarta semana, a taxa passou a ser 230% maior. O acúmulo das quatro semanas é 6.100% maior do que a incidência reportada em um boletim da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e da Comissão Médica da Educação.

Retomada das aulas presenciais não pode ser considerada segura

Para os pesquisadores da Rede Escola Pública e Universidade, responsáveis pelo estudo Monitoramento de casos de Covid-19 na rede estadual de São Paulo, o retorno às aulas não pode ser considerado seguro.

As atividades escolares presenciais no estado e na capital estão permitidas desde a segunda-feira 12, quando o estado regrediu da fase emergencial para a fase vermelha do Plano SP.

“Os resultados demonstram que as atividades presenciais nas escolas não eram seguras, assim como não são seguras neste momento. Infelizmente, a insistência do governo de São Paulo em propagar que as escolas são ambientes seguros em qualquer contexto levou, entre fevereiro e março, a uma exposição da comunidade escolar que poderia ter sido evitada”, afirma Leonardo Crochik (IF-SP), um dos autores do estudo.

Os autores também reclamam sobre a falta de transparência da Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP) em entregar os dados epidemiológicos coletados nas escolas pela pasta. O grupo afirma ter pedido acesso aos números, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), sem sucesso. A ausência dos dados justificou o estudo independente.

Em março, os pesquisadores Fernando Cassio e Salomão Ximenes, também envolvidos com o atual estudo, avaliaram o primeiro boletim epidemiológico divulgado pela Seduc-SP e encontraram inconsistências nos dados. A análise, contida no artigo “Doria produz a mais trágica versão de escola aberta” publicado em CartaCapital, rebate a tese da Secretaria de que a incidência dos casos de Covid-19 nas escolas públicas e privadas foi 33 vezes menor do que a registrada no estado de São Paulo. O estudo da Seduc considerou as semanas epidemiológicas de 3 de janeiro a 6 de fevereiro.

Um dos erros apontados pelos especialistas, por exemplo, é que a Seduc considerou para os cálculos o total de alunos matriculados nas escolas públicas e privadas – 9,96 milhões – sendo que no período o governo já tinha estipulado uma frequência máxima de 35% dos estudantes. O uso de dados globais pode ter contribuído para a diluição dos casos, apontam os pesquisadores.

Estudo aponta menor incidência de Covid-19 em escolas de Osasco

Os pesquisadores também destacam análise feita em escolas estaduais do município de Osasco, onde 52 escolas foram monitoradas. No período, foram notificados 16 casos nas unidades, entre professores. Já na região de São Miguel Paulista, que teve o mesmo número de escolas monitoradas, os números chegaram a 56 casos.

Um comparativo entre as duas regiões mostra que as incidências de Covid-19 por 100 mil habitantes entre os professores das escolas estaduais de Osasco são semelhantes às observadas para a população adulta do estado de São Paulo, o que não ocorre nas escolas de São Miguel Paulista e nem, de maneira geral, nas 299 escolas monitoradas.

A professora da rede estadual de Osasco Ana Paula Lima, que contribuiu com a coleta de dados para o estudo, destacou uma série de medidas de proteção adotadas pelas próprias escolas, e não necessariamente aprovadas pela Diretoria de Ensino responsável, como receber um número de estudantes bem inferior aos 35% recomendados pelo governo de São Paulo; afastar imediatamente e testar (RT-PCR) professores que manifestaram sintomas de Covid-19; dispensar professores das ATPC (Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo) presenciais e organizar rodízio de profissionais para diminuir a densidade de pessoas nas escolas.

“No caso [de Osasco], a Diretoria de Ensino não autorizou as ações. O dirigente nem ajudou e nem atrapalhou. O que temos são diretores que foram mais democráticos e acessíveis, e escolas onde os professores fizeram as coisas sem perguntar aos diretores. Por exemplo, quando a gestão escolar não autorizou a testagem dos professores, a subsede [Osasco da Apeoesp] orientou os professores a irem sem dar satisfação”.

(Carta Capital, 14/04/2021)

Mais de 4 mil pessoas assinam abaixo-assinado contra blogueiro com histórico de atacar professores



Circula na internet uma campanha pela retirada de dinheiro público do Blog Gustavo Negreiros. O blogueiro é disseminador de fake news e de discursos de ódio, tendo atacado inclusive professores/as. Para participar da campanha que foi iniciada em junho de 2020 e que continua recebendo adesões, basta acessar o link >>> https://bit.ly/3tfxBsh <<< e assinar a petição.

RELEMBRE

Em junho de 2020, o blogueiro Gustavo Negreiros divulgou nota afirmando que os professores do Estado estão achando ótimo a pandemia porque estão ganhando sem trabalhar. No texto “Professores do estado felizes”, ele afirmou: “Os professores do estado estão achando ótimo a pandemia! Ganham sem trabalhar. Não tem alunos chatos para cuidar, aulas para ministrar, provas para corrigir, nada planejamento. O paraíso. A secretaria de educação virou um pardieiro.”

Em episódio anterior, em dezembro de 2019, o blogueiro já havia afirmado que professores de história, filosofia e geografia representavam perigo aos alunos. E nesse mesmo ano, em setembro, ficou conhecido nacionalmente ao atacar a ativista ambiental Greta Thunberg. Naquele episódio, Negreiros afirmou que a jovem de 16 anos precisava “de um homem e de sexo”, além de maconha, “um baseadozinho”. A fala foi repudiada por muitos setores da sociedade e os protestos renderam o afastamento do jornalista de programas de TV e de rádio, bem como a retirada de patrocínios do seu blog. No entanto, após o episódio ser esquecido, ele voltou a atuar normalmente.

Apesar das falácias e falas preconceituosas do blogueiro, entes públicos, como a Prefeitura Municipal de Ceará-Mirim, continuam patrocinando o Blog, fomentando assim a divulgação de conteúdo de ódio com dinheiro público.

SINTE/RN participa de campanha de solidariedade que visa ajudar famílias afetadas pela pandemia



O SINTE/RN está participando da campanha de solidariedade “Vida, pão, vacina e educação”. A iniciativa visa arrecadar alimentos não perecíveis, materiais de limpeza e higiene pessoal, máscaras, bem como dinheiro, que será utilizado para comprar cestas básicas. Tudo será doado para famílias carentes do Rio Grande do Norte que estão passando necessidades, desde fome, desemprego e/ou falta de moradia agora na pandemia da Covid-19. O SINTE/RN vai doar 200 cestas básicas.

Quem quiser contribuir com alimentos, pode se dirigir até o ponto de arrecadação instalado na sede da CUT/RN, em Natal, localizada na Rua Apodi, 156, Cidade Alta. Estará aberto todas terças e quintas-feiras, das 8h às 12h. Já o dinheiro pode ser depositado em conta corrente ou transferido via PIX para:

Banco do Brasil
Agência: 00361
C/C: 7890028
Eliane Bandeira Silva
PIX : 41286332400

Mais informações podem ser colhidas nos números: CUT – (84) 3201.2142/3221.3165 / Mara – (84) 99207.2103.

Liderada pela Frente Brasil Popular RN, a campanha conta com o apoio da CUT/RN, movimentos e mandatos populares do RN, formando o “Comitê RN Pela Vida”. Iniciada em 05 de abril, segue por tempo indeterminado. Assim, o SINTE/RN pede que os/as trabalhadores/as em educação e demais, se puderem e quiserem, façam sua doação. Para o Sindicato, cada pequeno gesto de solidariedade representa a unidade necessária para salvar vidas.

Luto: morre de covid-19 a professora Geane Bessa

          


        Enlutados, nós que fazemos o SINTE/RN em São José de Mipibu nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas de trabalho da professora Geane de Lima Bessa, falecida na tarde desse domingo (18) em decorrência de complicações relacionadas a covid-19.  

           Professora da educação infantil e do fundamental I, Geane trabalhava há mais de uma década nas redes municipais de São José de Mipibu e Parnamirim. 

        Nossos sentimentos a todos que fazem a comunidade escolar da Escola Municipal Felipe Tavares de Paiva, em Taborda. 


Laélio Jorge da Costa Ferreira de Melo 

Coordenador do SINTE/RN em São José de Mipibu