domingo, 14 de julho de 2019

Professores tem idade mínima para a aposentadoria reduzida


Com 465 votos a 25, os parlamentares aprovaram, na sexta-feira (12/07), a redução da idade mínima para a aposentadoria dos educadores: agora será 52 anos para as mulheres e 55 anos para os homens. Dessa forma, os professores da educação infantil e do ensino básico poderão se aposentar com cinco anos a menos do que o exigido para os demais trabalhadores. O destaque foi aprovado pelos parlamentares durante sessão para análise das emendas à Reforma da Previdência.

A secretária de Aposentados e Assuntos Previdenciários da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Selene Michielin, avalia que é um avanço, mas a mobilização da categoria deve permanecer. “Tivemos apenas uma redução na idade para quem está na fase de transição. Ainda temos o pedágio 100%. A reforma não terminou temos que resistir”.


Entenda a Reforma

O texto aprovado nessa quarta-feira (10/07) estabelece uma idade mínima para a aposentadoria: 65 anos para homens e 62 para mulheres. Também impôs mudanças no cálculo dos benefícios, que vai contabilizar a média de todas as contribuições e exigir mais tempo na ativa para um valor maior na aposentadoria. Serão exigidos 40 anos de contribuição para um benefício igual a 100% da média das contribuições, enquanto o piso será de 60% da média. Há regras de transição para quem já está na ativa.


Manifestação

Nesta mesma sexta-feira (12/07), trabalhadores, educadores e estudantes se reuniram  contra os cortes na educação e a Reforma da Previdência, em Brasília. O ato, convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e centrais sindicais, teve concentração próximo a Biblioteca Nacional e ocorreu de forma pacífica. Os manifestantes fizeram uma caminhada até a porta do Congresso Nacional.

Campanha de filiação do SINTE/Mipibu: "Não fique só, fique sócio (a)"


terça-feira, 9 de julho de 2019

Permissão para PMs darem aula é "crime contra a educação", critica presidente da CNTE


A Emenda Constitucional 101/2019, promulgada no Congresso Nacional nesta quarta-feira (3), permite que policiais e bombeiros acumulem seus cargos militares com cargos públicos nas áreas de saúde e educação. A única condição para o exercício simultâneo de cargos é a compatibilidade de horários, com a “prevalência da atividade militar”. A proposta foi apresentada em 2013 pelo ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que é coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal.

No plenário a convite de Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, Fraga comemorou a autorização para que seus colegas de farda possam ensinar “os valores militares” às crianças e adolescentes das escolas públicas.

“Eu me orgulho muito da formação militar. Todos nós podemos passar para a juventude os valores de disciplina e hierarquia, hoje tão necessários na sociedade brasileira”, disse o ex-deputado, que em setembro de 2018 foi condenado em 1ª instância a 4 anos, 2 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por cobrança de propina no setor de transportes, no valor de R$ 350 mil.

Críticas

A possibilidade da dupla função gerou revolta entre profissionais da área da educação.

"Lugar de policial não é na escola", disse Denise Carreira, doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP). "Essa emenda vem abrir o espaço da escola, sobretudo das escolas públicas, para as forças de segurança. Mas as forças de segurança pública, policiais, bombeiros, têm um outro papel na sociedade, uma outra função social que não é estarem nas escolas públicas. Nas escolas, precisamos ter professoras e professores qualificados", critica Carreira, que também é coordenadora institucional da Ação Educativa.

Para ela, a emenda faz coro a um movimento de militarização de escolas públicas, defendida como solução única para os problemas do ensino básico. “A solução é mais investimento financeiro, professores que sejam valorizados, menos alunos por turma. A solução é a implementação da nossa lei do Plano Nacional de Educação (PNE), não termos forças militares na escola”, adverte.

Segundo informações da Agência Senado, Marcos Rogério, outro senador do DEM, declarou que as forças policiais dos estados são “absolutamente preparadas” para a tarefa de lecionar.

Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), teme, no entanto, que o “notório saber”, previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e aprovado pela reforma do ensino médio do governo Michel Temer (MDB), seja aplicado para os policiais militares.

Antes desse inciso, eram considerados profissionais da educação básica apenas formados em Pedagogia e cursos de licenciatura, além de habilitados em nível médio para a docência. Após sua aprovação, profissionais de todas as áreas podem dar aula no ensino médio.

“Utilizar o notório saber para o ensino médio é utilizar policiais e bombeiros para encher as salas de aula com profissionais que não possuem licenciatura. É uma manobra, é um crime contra a educação brasileira”, ressalta Araújo.

“A pessoa sem licenciatura, sem conhecimento, vai lá pegar dinheiro. Não tem nenhuma preocupação com o aluno. Até porque não tem formação, capacidade e paciência. Vai trazer o aprendizado da forma militar para impor à força uma disciplina obrigatória dentro do espaço da escola, sem o diálogo necessário para construir o processo de cidadania dos nossos estudantes”, alerta o presidente da CNTE.

Em sua fala após a promulgação da emenda, Davi Alcolumbre comemorou o fato de que, a partir de agora, os governos gastarão menos com a contratação de professores civis habilitados.

“A medida é benéfica inclusive para a administração pública, que poderá realizar menos contratações para prestar mais serviços públicos. Será autorizado aos estados valer-se da mão de obra altamente qualificada dos militares em setores carentes como educação e saúde”, afirmou o presidente do Senado.

Já para Heleno Araújo, a medida precariza o ensino, que de acordo com ele, já possui uma alta taxa de contratação temporária de professores em todo o país. “Querem fazer 'um bico' na educação. O trabalho preferencial, o maior tempo de serviço, será dedicado ao serviço militar. O que ‘sobrar’ de tempo vão poder utilizar na educação e na saúde. Isso é terrível porque as pessoas irão complementar a renda por meio do notório saber, podendo impactar o ensino médio e a educação brasileira”, critica.

Retrocesso

Denise Carreira é enfática ao afirmar que, em tempos de "Escola Sem Partido", policiais militares dentro da sala de aula simbolizam que “a educação brasileira está sendo disputada por grupos ultraconservadores, que estão, nesse momento, governando o país”.

A especialista endossa que a presença de militares nas salas de aula pode fortalecer o autoritarismo na escola, na contramão de uma educação libertária e democrática.

“A sociedade precisa de uma educação que estimule crianças e adolescentes jovens e adultos a pesquisar, construírem soluções colaborativas. A escola tem que ser o lugar da dúvida, da pesquisa, da indagação, da pergunta. E não pode ser o lugar da hierarquia e da disciplina. Isso não tem nada a ver com as necessidades que a sociedade brasileira precisa”, diz, em referência à declaração de Alberto Fraga.

“A emenda nega os avanços de uma sociedade que precisa de uma educação transformadora e não uma educação para obediência, para o silêncio”, lamenta Carreira.

Em nota publicada nesta quinta-feira (4), a CNTE argumenta que a dupla função dos PMs e bombeiros não pode prejudicar a já precarizada função dos demais professores: "A CNTE reitera seu compromisso em não permitir que o acúmulo de cargos para os militares estaduais na área da educação sirva de subterfúgio para substituir os atuais professores (concursados em fase de aposentadoria ou não concursados) por militares em regime de contrato temporário ou congêneres, tampouco para estimular a gestão militarizada de escolas públicas. A EC 101 trata especificamente de acúmulo de cargo militar com cargo civil nas áreas de educação e saúde, sendo que para a educação o ingresso deve ocorrer somente através de concurso público de provas e títulos e desde que atendidos os critérios da formação profissional", diz o texto.

A reportagem do Brasil de Fato questionou o Ministério da Educação sobre como funcionará o processo do acúmulo de funções de policiais militares que desejarem lecionar, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.



(Brasil de Fato, 05/07/2019)

Fórum dos Servidores Estaduais delibera paralisar atividades em 13/08, dia da Parada Nacional da Educação





Paralisar as atividades do funcionalismo estadual no dia 13 de agosto. Foi esta a principal deliberação da reunião do Fórum Estadual dos/as Servidores/as realizada no início da semana passada. O diálogo durou mais de duas horas e a direção do SINTE/RN esteve presente.

A parada visa defender o pagamento dos salários em atraso, a reposição salarial para o conjunto dos servidores, a realização de concurso público e um tratamento igualitário para todas as categorias.

O dia de luta coincide com a Parada Nacional da Educação convocada pela CNTE, conforme deliberação da 9ª Conferência Nacional de Educação Paulo Freire que aconteceu no final de junho. O objetivo é pautar a defesa da educação pública e a luta contra a Reforma da Previdência.

Veja abaixo o calendário de luta da Parada Nacional da Educação:

Julho de luta

15/07 – Reunião com deputados e deputadas federais nos Estados e Distrito Federal, rumo a paralisação com marcha nos municípios em defesa da educação pública e contra a destruição da aposentadoria, no dia 13 de agosto

16/07 – Diálogos e panfletagens nos transportes coletivos

17/07 – Bandeiraço e faixaço, nos principais cruzamentos, com grande fluxo de veículos

18/07 – Diálogos e panfletagens nos mercados públicos

19/07 – Reunião com os deputados federais nos Estados e Distrito Federal

20/07 – Colocar carro de som/bicicleta de som nas feiras livres

21/07 – Passeio ciclístico contra a destruição da aposentadoria

22 a 28/07 – Curtas e vídeos nos bairros – Exposição de vídeos explicando as medidas destrutivas da Reforma da previdência do desgoverno Bolsonaro com debate popular

29/07- Organizar as estratégias para mobilização nos locais se trabalho

30/07 – Dialogos/debates com os moradores/as da rua, do prédio, sobre a Reforma da previdência do desgoverno Bolsonaro

31/07 – Ligar ou enviar mensagem para o/a deputado/a federal de cada Estado e do DF, solicitando o voto contra as propostas da Reforma da previdência do desgoverno Bolsonaro

Agosto de luta

01 a 12/08 – Mobilizar nos locais de trabalho

03/08 – Ocupar espaços das rádios para convocar a população para participar da marcha da educação no dia 13 de agosto, em defesa da educação pública e contra a destruição da aposentadoria

04/08 – Ocupar espaço nos jornais de grande circulação nos Estados e DF, com propaganda em defesa da educação pública e contra a destruição da aposentadoria

13/08 – Paralisação da educação com marcha nos municípios em defesa da educação pública e contra a destruição da aposentadoria, rumo a garantia dos direitos conquistados pela classe trabalhadora e pela igualdade social

14/8 – Marcha das Margaridas em Brasília/DF, rumo a garantia dos direitos conquistados pela classe trabalhadora e pela igualdade social

15/08 – Avaliação da jornada e divulgação das ações futuras em defesa da educação pública e contra a destruição da aposentadoria

Atendimento Jurídico: Dias e horários confirmados para julho/2019


segunda-feira, 8 de julho de 2019

MARCLEANE GOMES, NOVA ADVOGADA DO SINTE EM SÃO JOSÉ VISITA ÀS INSTALAÇÕES DO NÚCLEO SINDICAL

Da esquerda para a direita: Gitânia Oliveira, Adriano Marcos, Laelio Costa, Marcleane Gomes (de verde), Rozangela Souza, Edimar Vicente e Francialdo Cassio.

A direção do  Núcleo dos Trabalhadores em Educação  recebeu hoje pela manhã em sua sede a  advogada Marcleane Gomes, nova assessora jurídica do SINTE em São José de Mipibu.  

Os membros da diretoria tiveram a oportunidade de melhor conhece-la, ouvir seus posicionamentos a respeito dos assuntos de interesse da categoria e saber quando e como ocorrerão os atendimentos previstos para a segunda quinzena do mês vigente.

Marcleane Gomes passará a atender as demandas trabalhistas e previdenciárias do SINTE/Mipibu.
 
Marcleane atua na seara jurídica há oito anos, possui especialização em direito público e tem forte atuação na área previdenciária. É também consultora jurídica, palestrante e mestranda em políticas públicas pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN.

Os atendimentos já confirmados para o mês de julho acontecerão nos dias 18 e 30 no período da manhã de 8:00 às 12:00 e poderão ser agendados através do telefone/whatsapp 9 9104 -1183.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

SINTE/Mipibu retoma atendimento jurídico à categoria na segunda quinzena de julho


Marcleane Gomes assume na 2a.quinzena de julho a assessoria jurídica do SINTE em São José de Mipibu.


Comunicamos aos trabalhadores em Educação de São José de Mipibu que a advogada Marcleane Gomes passará a atender as demandas trabalhistas e previdenciárias do SINTE a partir da segunda quinzena de julho.

Marcleane atua na seara jurídica há oito anos, possui especialização em direito público e tem forte atuação na área previdenciária. É também consultora jurídica, palestrante e mestranda em políticas públicas pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN.

Os atendimentos a categoria serão realizados duas vezes ao mês em horários e datas previamente agendadas e divulgadas com antecedência no blogue e nos grupos de professores sendo totalmente gratuito para os trabalhadores das redes municipal e estadual de ensino que estiverem devidamente filiados/associados ao núcleo local (servidores municipais) e ao SINTE/RN (servidores estaduais).



                                   Laélio Jorge da Costa Ferreira de Melo 
                           Coordenador do SINTE em São José de Mipibu