Os/as educadores/as brasileiros/as manifestam a sua mais irrestrita solidariedade ao Conselho Coordenador das Associações Sindicais de Professores do Irã (CCITTA), que enfrenta crescente repressão por defender os direitos dos professores de seu país e a qualidade da educação pública.
Professores, estudantes e membros da CCITTA continuam a sofrer intimidação, prisões arbitrárias e represálias simplesmente por exercerem seus direitos fundamentais à liberdade de expressão e de reunião pacífica.
Após os trágicos acontecimentos dos dias 8 e 9 de janeiro, quando civis foram massacrados, professores sindicalizados detidos passaram a ser submetidos a tortura, confissões forçadas e julgamentos sem acesso à assistência jurídica — práticas que violam frontalmente os princípios mais básicos da justiça e da dignidade humana.
Entre as dezenas de milhares de civis mortos durante os protestos, havia crianças e estudantes. O ataque deliberado contra crianças constitui grave violação do direito internacional e um atentado direto aos próprios fundamentos da sociedade.
As autoridades iranianas também têm como alvo médicos, profissionais de saúde e voluntários que se dedicam a salvar vidas, submetendo-os a tortura e até à pena de morte por cumprirem sua missão humanitária.
Diante desse cenário, reafirmamos nossa solidariedade à luta dos educadores iranianos e à defesa da educação pública como um direito universal.
Vocês não estão sozinhos.

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