sábado, 10 de janeiro de 2026

Em nota, Governo do RN promete quitar o 13o na segunda-feira, 12/01


NOTA 

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte informa que deu continuidade, nesta sexta-feira (09), ao pagamento do décimo terceiro salário dos servidores estaduais.

Já foram pagos 100% dos servidores ativos, bem como todos os aposentados do sistema de segurança pública: Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Polícia Civil (PCRN), Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) e Polícia Científica do Rio Grande do Norte Perícia (PCI-RN), além dos pensionistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

Na próxima segunda-feira (12), o valor do 13º salário estará disponível nas contas dos demais servidores públicos estaduais ao longo do dia, concluindo integralmente o pagamento.

O Governo do RN reafirma o compromisso com o funcionalismo público e a responsabilidade com o equilíbrio financeiro do Estado.


Natal, 10 de Janeiro de 2026


GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - ASSECOM

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Urgente: Pagamento dos salários dos aposentados e pensionistas da Rede Estadual

Diretores do SINTE-RN estiveram agora pela manhã na SEAD buscando um posicionamento oficial sobre a quitação do 13o salário dos aposentados e pensionistas da Educação.

De acordo com a Coordenadora Geral do SINTE-RN, Profa. Fatima Cardoso, a informação repassada pelo governo é a seguinte: existe a possibilidade real do pagamento ser efetuado ainda hoje, sexta-feira, 09 de janeiro.

Contudo, a Coordenadora Geral ressaltou que, caso o pagamento não seja creditado nas contas até o final do dia de hoje, o governo se compromete a emitir uma nota explicativa à categoria.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Piso dos professores terá reajuste acima da inflação em 2026, diz Camilo

Com base no modelo atual, a categoria teria um aumento de apenas 0,37% neste ano

Por ANA LUIZA BASÍLIO/CARTA CAPITAL

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quinta-feira 8 que o piso do magistério terá um reajuste real em 2026. Segundo ele, o governo Lula (PT) anunciará ainda em janeiro mudanças no cálculo.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Camilo disse que a alteração foi pactuada em uma reunião nesta quinta com Lula e os ministros da Casa Civil, Rui Costa (PT), e da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

“A regra atual vai dar apenas 0,37% para os professores. Isso é inadmissível”, afirmou o chefe do MEC. Camilo acrescentou que a expectativa é formalizar as mudanças até 15 de janeiro, por medida provisória.

Uma MP tem força de lei e entra em vigor no momento de sua publicação, mas precisa do aval do Congresso Nacional para não perder seus efeitos após 120 dias.

Atualmente, o piso é calculado com base na Lei do Magistério, de 2008. O valor de correção a partir do índice vigente seria de 0,37% para 2026, o que corresponderia a um aumento de 18,10 reais. O piso dos professores da educação básica com jornada de 40 horas semanais é de 4.867,77 reais.

O reajuste ficaria abaixo da inflação, já que, de acordo com previsão do Banco Central, o IPCA de 2025 deve fechar em torno de 4%.

O modelo atual é alvo de críticas de entidades da categoria, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que defende mecanismos para assegurar um ganho real ano a ano.

Presidente da CNTE classifica como "vergonhoso" reajuste de 0,37% no piso do magistério para 2026

Heleno Araújo alerta que aumento de apenas R$ 18,10 representa grave retrocesso e defende revisão imediata no cálculo da Lei do Magistério.

Em entrevista concedida ao portal UOL, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, criticou duramente o índice de reajuste do piso salarial dos professores para o ano de 2026. Fixado em apenas 0,37%, o aumento representa um acréscimo nominal de R$ 18,10, valor que fica significativamente abaixo da inflação acumulada.

Para o líder da categoria, o cenário atual é "vergonhoso" e expõe a fragilidade da atual Lei do Magistério. Segundo Araújo, a legislação vigente não assegura a previsibilidade financeira necessária e falha em garantir uma valorização real para a carreira docente no Brasil.

Proposta de Valorização

Diante do que classifica como um retrocesso, a CNTE defende uma política de reajuste mais robusta. A entidade pleiteia um aumento de 6,25%, o que garantiria um ganho real acima da inflação e elevaria o piso salarial para R$ 5.172.

A confederação reforça que a melhoria da qualidade da educação pública brasileira está intrinsecamente ligada à dignidade profissional de quem educa. A urgência na revisão do cálculo do piso é vista como o passo primordial para interromper a desvalorização da categoria.

RN convoca 1.607 aprovados do concurso da Educação e fortalece abertura do ano letivo

 

A governadora Fátima Bezerra anunciou, na tarde desta quarta-feira (7), a primeira convocação do concurso público da Educação, realizado no último ano, chamando 1.607 professores e especialistas para reforçar a Rede Estadual de Ensino. A chegada dos novos profissionais para o início do ano letivo de 2026 é vista pela gestão como uma medida estratégica para garantir continuidade pedagógica nas escolas e fortalecer o processo de ensino-aprendizagem.

Ao comunicar a primeira chamada, a governadora destacou o simbolismo do momento e o impacto direto na rede: “É com muita alegria que anunciamos a convocação de 1.607 professores e especialistas da educação para a rede estadual de ensino. Receber esses novos profissionais logo no início do ano letivo é motivo de grande felicidade”, afirmou Fátima Bezerra, ao ressaltar que a medida fortalece a educação potiguar, ampliando a capacidade de acolhimento e atendimento aos estudantes.

O concurso previa, incialmente, 598 vagas distribuídas entre os cargos de Professor e Especialista em Educação, conforme necessidades mapeadas nas 16 Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIRECs). Esse número foi ampliado para 1.607, garantindo capilaridade do reforço em todo o território potiguar, do litoral ao sertão. Além das vagas imediatas, a estrutura do certame contempla a formação de cadastro de reserva, considerado essencial para repor servidores em situações não totalmente previsíveis, como exonerações e novas vacâncias.

Na avaliação da secretária de Educação do RN, professora Socorro Batista, a primeira convocação marca a retomada de uma política de provimento efetivo após quase uma década sem concurso, com impacto na organização das escolas e na valorização da carreira. A medida não impacta nas despesas do Estado, visto que é substituição de profissionais temporários, e fortalece o planejamento pedagógico. “A aposta é que a recomposição do quadro efetivo crie um ambiente propício para sustentar a expansão de ofertas de matrículas, como por exemplo, na Educação em Tempo Integral, que será, por mais um ano, ampliada”, afirmou.

A seleção também responde a um fator administrativo, o último concurso da área foi regido pelo Edital nº 001/2015 e teve sua vigência expirada, o que tornou necessária a abertura de um novo certame para assegurar reposições regulares e planejamento de pessoal na rede.

Do ponto de vista legal e fiscal, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer sustenta que a reposição de profissionais da Educação encontra amparo na Lei de Responsabilidade Fiscal,  permite a reposição de pessoal nas áreas de educação, saúde e segurança mesmo em cenários de restrição, por se tratarem de serviços essenciais. O financiamento das contratações, conforme a secretaria, será realizado com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Rejeição do Consed trava avanço da nova Lei do Piso Salarial para professores


O processo de criação de uma nova legislação para o Piso Salarial do Magistério permanece em impasse técnico e político. Iniciadas em junho de 2023, as discussões conduzidas pelo Fórum que reúne o Ministério da Educação (MEC), a Undime, o Consed e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) ainda não resultaram em um consenso sobre o mecanismo de reajuste anual da categoria.

A proposta central, defendida pela CNTE, visava garantir um ganho real sistemático aos docentes. O cálculo sugerido pela entidade previa a correção do piso pela inflação acumulada do ano anterior, somada a 50% da média de crescimento das receitas do Fundeb dos últimos cinco anos. No entanto, a medida foi rejeitada pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que, até o presente momento, não apresentou uma alternativa oficial ao texto.

A ausência de um acordo entre as entidades representativas de estados e municípios inviabiliza a tramitação acelerada de um Projeto de Lei no Congresso Nacional. Sem o respaldo de um pacto federativo, a categoria segue sem um dispositivo legal que assegure a valorização real acima dos índices inflacionários.

Em nota, o coordenador geral do SINTE/RN, Rômulo Arnaud, reforçou que as entidades sindicais manterão a ofensiva política e os esforços de mobilização para garantir que a pauta de valorização profissional retorne à prioridade da agenda legislativa em 2026.

06 de Janeiro | Dia de Reis

Reajuste de menos de 1% no piso dos professores preocupa parlamentares em ano eleitoral



A Frente Parlamentar Mista da Educação da Câmara dos Deputados publicou, nesta segunda-feira (05), uma nota em que manifesta preocupação com o índice de reajuste do piso nacional do magistério, aí incluídos professores das escolas públicas estaduais e municipais de todo o país para este ano de 2026.

O dado ainda não foi divulgado oficialmente pelo Ministério da Educação do Governo Lula, mas uma portaria interministerial publicada em dezembro de 2025 indica um reajuste de apenas 0,37%, bem abaixo da inflação acumulada no ano passado (2025) que deve ser oficializada em 4,32%.

A principal explicação do governo para o reajuste menor é a queda no indicador conhecido como Valor Anual por Aluno.

A lei do piso, 11.738/2008 calcula o aumento do salário com base no crescimento do VAAF de um ano para outro, e cita como exemplo 2024/2025. Por isso, a redução acabou achatando o percentual do reajuste para este exercício.

De acordo com a nota dos deputados da Frente da Educação, com o índice projetado, o piso passaria de 4.867 para 4.885, um aumento de apenas 18 reais entre o piso do ano passado para este ano de 2026.

O presidente da Frente, deputado Rafael Brito (MDB-AL) disse que o setor da educação está apreensivo com a possibilidade de um reajuste tão baixo em pleno ano eleitoral. O parlamentar defende que o ideal é que pelo menos a inflação seja recomposta na definição do piso do magistério para este ano.

Com informações do site Valor Econômico

MEC não anuncia aumento em piso dos professores e gera impasse para 2026

Professora escrevendo no quadro, em sala de aula. Foto: Reprodução/FDR

A indefinição sobre o reajuste do piso salarial nacional dos professores para 2026 ocorre em todo o Brasil e se concentra no Ministério da Educação (MEC), neste início de janeiro. A ausência do anúncio oficial, que tradicionalmente acontece no fim de dezembro, tem mobilizado docentes, sindicatos e gestores públicos.

O tema envolve diretamente o MEC, professores da educação básica e governos estaduais e municipais. O que está em discussão é o percentual de reajuste do piso do magistério para 2026 que ainda não foi divulgado, e gera incerteza sobre salários e planejamento orçamentário.

Segundo o Ministério da Educação, a definição foi adiada para janeiro como parte de um processo de cautela técnica. A pasta aguarda dados consolidados da economia para estabelecer o índice final, em um contexto de inflação ainda relevante e crescimento econômico moderado.

Atualmente, o reajuste do piso ocorre sempre em janeiro e é calculado com base no valor anual mínimo por aluno dos anos iniciais do ensino fundamental urbano. Esse indicador está ligado ao Fundeb, principal instrumento de financiamento da educação básica no país, e faz com que os percentuais variem significativamente a cada ano.

Prédio do Ministério da Educação, em Brasília (DF). Foto: Ângelo Miguel/MEC

Criada em 2008, essa metodologia passou a ser questionada após a reformulação do Fundeb, em 2021. Estados e municípios alegam dificuldades para absorver reajustes elevados em determinados períodos, apontando impactos diretos nos orçamentos locais e na gestão administrativa.

Diante desse cenário, o MEC conduz negociações com representantes dos professores, além de gestores estaduais e municipais, para discutir uma possível atualização da legislação. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirma que a intenção é garantir previsibilidade orçamentária e segurança jurídica, sem retirar direitos já assegurados à categoria.

As projeções iniciais indicam um reajuste em torno de 2,9% para 2026, percentual abaixo da inflação estimada, próxima de 3,5%. Essa diferença levanta preocupação entre os docentes por indicar possível perda do poder de compra, embora o governo tenha sinalizado a busca pela reposição inflacionária mínima.

Em 2025, o piso do magistério foi reajustado em 6,27% e chegou a R$ 4.867,77, índice superior à inflação do período. Apesar disso, dados do Inep mostram que professores da rede pública recebem, em média, 86% do salário de outros profissionais com nível superior, o que mantém o debate sobre valorização salarial enquanto estados e municípios aguardam a decisão final do MEC.


Com informações do portal DCM

Ofício 001/2026: Solicitação de informações financeiras sobre o FUNDEB 70 de 2025 e apresentação de pauta reivindicatória 2026


Ofício nº 001/2026


São José de Mipibu/RN, 05 de janeiro de 2026.


Ao Senhor

Josieidy Veras Dinis Fernandes (Jota Veras)

Secretário Municipal de Educação de São José de Mipibu/RN


Assunto: Solicitação de informações financeiras sobre o FUNDEB 70% de 2025 e apresentação de pauta reivindicatória 2026

Senhor Secretário,

O Núcleo do SINTE/RN, cumprimenta-o cordialmente nesse início de ano e solicita esclarecimentos acerca do fechamento das contas do FUNDEB 70% referentes ao exercício de 2025 e solicita:

a) Valor gasto no ano de 2025 com a folha do Fundeb 70%;

b) Qual o valor dispendido com o pagamento do 14ª e 15ª salário? e,

c) Após o pagamento 14ª e 15ª salário, ainda há sobras do Fundeb 70% e qual o valor?

d) Havendo sobras, qual o cronograma para o rateio entre os servidores efetivos da educação municipal?

Aproveitamos a oportunidade para apresentar a pauta reivindicatória desta categoria para o início do ano de 2026, conforme os pontos abaixo:

1. Correção Salarial: Implantação imediata, neste mês de janeiro de 2026, do percentual de correção salarial referente aos Agentes Educacionais I e II, considerando o novo valor do salário mínimo.

2. Auxilio Transporte: Que seja editado o Decreto estabelecendo o valor do KM para deslocamento dos agentes educacionais até a unidade de trabalho, conforme Lei Municipal, devendo o chefe do executivo editar decreto do valor por KM em valor não inferior a R$ 1,15 por KM;

3. Promoções do Magistério: Relação dos profissionais do magistério contemplados em janeiro de 2026 com as promoções horizontais (mudança de letra) e verticais (mudança de nível);

4.Promoções dos Agentes: Relação dos Agentes Educacionais I e II contemplados em janeiro de 2026 com as respectivas promoções horizontais e verticais;


Atenciosamente,


Laelio Jorge da Costa Ferreira de Melo
Francialdo Cássio da Rocha
Francisca Rozangela de Souza
Coordenação do SINTE-RN em São José de Mipibu

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

MEC e entidades negociam novos critérios para reajustar piso dos professores; veja propostas

Pela regra atual, o reajuste salarial previsto para 2026 é de 0,37%, abaixo da inflação estimada.

Este mês, o MEC deve publicar a portaria com o índice de reajuste para 2026.
Foto: Thiago Gadelha

Escrito por
Thatiany Nascimento
thatiany.nascimento@svm.com.br

O Ministério da Educação (MEC) tem negociado com entidades representativas de professores e de gestores da educação o estabelecimento de novos critérios para o cálculo do reajuste anual do piso salarial da categoria. Em 2025, essa demanda se intensificou e pautou diversos encontros, mas ainda não há consenso sobre o novo cálculo. O Diário do Nordeste aborda quais são as propostas em debate e o que foi pactuado até o momento. 

Este mês, o MEC deve publicar a portaria com o índice de reajuste para 2026. Essa atualização segue o que prevê a Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso de 2008. Mas, o critério pactuado há mais de 10 anos, hoje é considerado inadequado por diferentes fatores.

Na fórmula em vigor, o piso é atualizado com base em um indicador do Fundeb, o fundo que financia a educação básica. O cálculo considera a variação do chamado Valor Aluno Ano do Fundeb (VAAF), que indica quanto o poder público investe, no mínimo, por estudante.

Como esse valor pode oscilar bastante de um ano para outro, o reajuste do piso também varia. Por exemplo, em 2022, o aumento passou de 30%. Já em 2024, ficou abaixo de 4% e não recompôs a inflação. Desse modo, esse critério tem sido alvo de críticas por não garantir previsibilidade nem assegurar que os professores tenham reajuste acima da inflação todos os anos. 

Para 2026, a projeção preliminar aponta um reajuste de 0,37%, caso a regra atual seja mantida. O percentual ficaria bem abaixo da inflação estimada, de cerca de 3,5%, o que significa perda do poder de compra para os professores. O índice, no entanto, ainda pode sofrer alterações até a publicação oficial.

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), já declarou que o governo busca uma alternativa para evitar reajustes inferiores à inflação.

Atualmente, o piso nacional do magistério é de R$ 4.867,77, valor reajustado em 6,27% em 2025. O valor definido é mínimo que municípios e estados devem pagar aos professores da Educação Básica, em início de carreira, para a jornada de, no máximo, 40 horas semanais. 

Quais são as propostas em discussão?

As discussões sobre o estabelecimento de novos critérios para o piso ocorrem no Fórum de Acompanhamento do Piso do Magistério, previsto no Plano Nacional de Educação. Participam do grupo representantes do MEC, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), dentre outros. 

Após ficar inativo durante os governos Temer e Bolsonaro, o fórum retomou as atividades em 2023. Nesse período, as entidades chegaram a elaborar uma proposta de mudança na lei do piso, com dois pontos principais, segundo informou ao Diário do Nordeste, o presidente do Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. São eles: 

- Garantir a reposição da inflação do ano anterior (ajustar pelo INPC), somada a um ganho real vinculado ao crescimento das receitas do Fundeb; e

- Relacionar o valor do piso à formação dos professores, prevendo salários maiores para quem tem licenciatura.

Segundo o presidente da CNTE, Heleno Araújo, ainda não foi possível fechar um acordo. Atualmente, a principal proposta em debate prevê reajuste pela inflação medida pelo INPC, acrescida de 50% da média de crescimento do Fundeb nos últimos cinco anos. A negociação, porém, esbarra em divergências sobre a carreira docente e o impacto financeiro para estados e municípios. 

Hoje, aponta ele, “tem na mesa para debate 50% da média dos últimos cinco anos e 25% da média dos últimos dois anos, esta segunda opção não avançou muito” e completa: “neste momento, não avançamos porque o Consed não aceita definir a carreira, ou seja, se o piso é para a formação em normal médio, queremos que professores com Licenciatura tenha um valor maior que o piso salarial”.

Heleno afirmou ainda que reuniões previstas para o fim de 2025 foram canceladas, e ainda não há nova data definida. Após a divulgação da estimativa do reajuste, no dia 31 de dezembro de 2025, a CNTE em nota destacou que solicitou audiência com o ministro da Educação para discutir alternativas e definir um cronograma de trabalho. 

A entidade diz também que não está descartada a edição de uma Medida Provisória para garantir reposição inflacionária com ganho real.

O que diz o MEC?

Consultado pelo Diário do Nordeste, o MEC  afirmou que mantém diálogo com professores, estados e municípios para revisar a fórmula de reajuste do piso. Segundo o Ministério, o modelo atual, baseado no Fundeb, enfrenta questionamentos judiciais e dificuldades para o planejamento dos orçamentos públicos.

Entre as alternativas em estudo, o MEC reitera que está justamente a combinação da inflação com a média de crescimento do Fundeb. O MEC também, conforme já publicado pelo Diário do Nordeste, avalia mudanças na data-base do reajuste, hoje anunciada em janeiro, o que, segundo o órgão, dificulta o planejamento financeiro de estados e municípios. 

Mas, sobre esse ponto, Heleno, da CNTE, ressalta que até a última reunião do Fórum, “o mês de janeiro está mantido como mês de referência para atualização do valor do piso do magistério”.

Como é calculado o valor do piso salarial dos professores?

Pela Lei 11.738/2008, o piso é reajustado de acordo com o crescimento do valor mínimo investido por aluno nos anos iniciais do ensino fundamental, considerando a variação registrada nos dois anos anteriores. Assim, se o investimento por aluno cresce pouco, o reajuste do piso também é baixo.

Foi o que ocorreu no cálculo mais recente: a atualização do VAAF para 2025 resultou em um índice de 0,37%, percentual que, pela regra atual, será aplicado ao piso em 2026. Em outros anos, esse mesmo critério levou a reajuste zero em 2021 ou abaixo da inflação, como em 2024.

O cálculo teria as seguintes diferenças caso a proposta em discussão seja aceita: 

Hoje: O reajuste segue a variação do investimento mínimo por aluno do Fundeb. Se esse valor cresce pouco, o piso também sobe pouco, mesmo que a inflação seja maior. 

Com a nova proposta: o reajuste anual se daria pela inflação, somado a um ganho real ligado ao crescimento médio do Fundeb nos últimos cinco anos, para garantir aumento acima da inflação.


Com informações do DIARIO DO NORDESTE (CE)

sábado, 3 de janeiro de 2026

CNTE declara apoio ao povo venezuelano após ataque imperialista dos EUA

O ataque imperialista dos Estados Unidos contra a Venezuela é também um ataque contrao Brasil e a toda a América Latina!


A madrugada desse dia 03 de janeiro de 2026 viu mais um ataque imperial dos Estados Unidos contra um país da América Latina, agora sob a batuta da segunda gestão de Donald Trump. Invadida na calada da noite, a Venezuela e seu povo foram vítimas, mais uma vez, de um país que é marcado por seus ímpetos imperialistas e intervencionistas em nossa região, mas também em todo o mundo: assim como estão fazendo com os navios petroleiros na costa do país caribenho, agindo como verdadeiros piratas modernos ao saquear o seu petróleo, agora foi a vez de sequestrarem, em seu território, o seu presidente legitimamente eleito, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores.

O ataque perpetrado contra a soberania da Venezuela pelo governo Trump representa um ataque contra todos os países da América Latina. No caso brasileiro, devemos ficar de prontidão porque esse país – os Estados Unidos -, com sua ação criminal de hoje, se achando a polícia do mundo e se atrevendo a invadir países e sequestrarem seus representantes eleitos, pode também se voltar contra o Brasil. Se lá o interesse é o petróleo, aqui são as terras raras e nossas reservas de água doce, as maiores do mundo.

Para além de toda e qualquer falha de segurança que possa ter havido no sequestro do Presidente Maduro e de sua esposa, que ainda será apurada com essa agressão militar dos Estados Unidos no dia de hoje contra o território venezuelano, o que podemos afirmar é que esse ataque é uma afronta ao direito internacional, que garante a autodeterminação dos povos e a soberania dos países. Os organismos multilaterais, como a ONU e a OEA, precisam se pronunciar imediatamente, e os Estados Unidos devem garantir a vida do mandatário venezuelano e de sua esposa.

Os/as educadores/as brasileiros/as se solidarizam com a Venezuela e repudiam, de forma veemente, o ataque militar imperialista ocorrido nessa madrugada contra o povo venezuelano! Contra o imperialismo e pela autodeterminação dos nossos povos, estamos juntos com a Venezuela, herdeira de Bolívar e de Chávez! Pela soberania de nossos governos, somos contra toda e qualquer agressão militar em nossa região e em qualquer lugar do mundo!

Brasília, 03 de janeiro de 2026

Direção Executiva da CNTE