O fim de ano, que deveria ser marcado por descanso, celebração e segurança financeira, está sendo atravessado por incerteza, indignação e aperto no bolso para milhares de educadores e educadoras da rede estadual do Rio Grande do Norte.
Professores/as e demais trabalhadores em educação passaram o Natal sem receber o 13º salário, cujo prazo legal se encerrou em 20 de dezembro, e ainda convivem com a insegurança quanto ao pagamento do salário referente ao mês de dezembro.
O descumprimento da legislação trabalhista por parte do Governo do Estado transformou o período festivo em um cenário de tensão permanente
Diretores do SINTE RN e a categoria atravessam dezembro em mobilização constante, reuniões emergenciais e cobranças ao Executivo.
A situação se agravou com a indefinição do salário mensal, elemento básico para o sustento das famílias. O risco concreto para quem fez portabilidade e não tem no Banco do Brasil a sua conta-salario é que muitos trabalhadores e trabalhadoras atravessem o réveillon literalmente “lisos/a”, sem recursos que a lei garante e que são fruto de trabalho já realizado.
O coordenador geral do SINTE RN, professor Rômulo Arnaud, criticou duramente a condução do governo. Segundo ele, a direção do sindicato esteve na Secretaria de Administração nesta segunda-feira e recebeu a confirmação de que o pagamento do salário de dezembro está previsto apenas para o dia 31.
Sobre o décimo terceiro, Rômulo explica que o sindicato ingressou com ação judicial para garantir o pagamento ainda em dezembro. "Mesmo com todos os procedimentos legais cumpridos e acompanhamento da assessoria jurídica, a ação ainda não foi julgada. O governo anunciou que pretende pagar o décimo apenas no dia 9 de janeiro". A decisão foi classificada pelo dirigente sindical como "inadmissível e lamentável", já que se trata de um direito trabalhista com data definida em lei.
O SINTE seguirá cobrando, denunciando e utilizando todos os instrumentos políticos e jurídicos disponíveis.
SINTE MOSSORÓ. Uma Regional Sempre na Luta

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